
O Ibovespa fechou com forte alta de 1,52%, encerrando aos 184.691,05 pontos nesta quarta-feira (28), renovando mais uma máxima histórica durante a sessão. No pano de fundo, o mercado aguarda a decisão de juros no Brasil, enquanto digere a dos Estados Unidos.
Na máxima da sessão, mais cedo, o Ibovespa superou pela primeira vez os 185 mil pontos;Já o dólar fechou no 0x0, a R$ 5,2055.
Rafael Lima, diretor executivo da Ótmow, explica que a entrada robusta de capital estrangeiro, além da queda do dólar frente ao real e dados recentes de inflação aquém das expectativas, contribuindo para reduzir as taxas futuras de juros, reforçam o apetite por ações brasileiras.
“Esse cenário de mercado também reflete um contexto externo positivo, com bolsas internacionais em alta e redução da aversão ao risco, além de fatores domésticos como o desempenho de blue chips e o fluxo de estrangeiros em busca de retornos mais atrativos em ativos emergentes”, diz ele.
No Brasil, o foco está na decisão do Copom, com ampla expectativa de manutenção da Selic em 15%. Apesar disso, parte do mercado ainda aposta em um corte residual de 0,25 ponto já nesta reunião, enquanto outros agentes veem espaço para que o Banco Central sinalize de forma mais clara um início de ciclo de cortes em março.
No exterior, o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) manteve os juros na faixa entre 3,50% e 3,75%.
Entre os destaques corporativos do dia, a Vale (VALE3) é destaque na sessão após divulgar resultados operacionais robustos no quarto trimestre.
Copom
Segundo Erich Zillner, consultor da Guardian Capital, o Copom desta semana ocorre em um ambiente no qual a manutenção da Selic em 15% ao ano é amplamente consensual para analistas do mercado. Investidores e casas de análise alegam que a decisão já se encontra precificada no mercado e seria improvável uma conclusão diferente.
Diante desse consenso, o foco dos investidores desloca-se para o conteúdo do comunicado e para eventuais ajustes na avaliação do balanço de riscos. A expectativa é de que o Copom reforce a estratégia de dependência de dados econômicos, reconhecendo avanços pontuais no processo desinflacionário, mas sem sinalizar de forma explícita o início de um ciclo de flexibilização monetária.
Já Rafael Pastorello, gestor de portfólio do Banco Sofisa, pontua que, apesar de os indicadores recentes sugerirem uma desaceleração gradual da atividade econômica — com a inflação em trajetória de convergência — o setor de serviços ainda demonstra maior resistência.
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