Com medo da CPI do Master, PT orienta aliados a ficarem de “bico calado”
Às vésperas de um ano eleitoral decisivo, o Palácio do Planalto intensificou seus esforços para evitar a instalação de uma CPI ou CPMI no Congresso Nacional destinada a investigar o caso envolvendo o Banco Master.

Dirigentes do PT nacional e o próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva avaliam que a abertura de uma comissão parlamentar neste momento pode ampliar o desgaste político do governo e do próprio chefe do Executivo, candidato à reeleição em outubro.
Nos bastidores, a orientação do partido tem sido clara: pedir aos partidos da base aliada que não façam pressão pela criação da comissão, evitando um novo foco de instabilidade política em pleno calendário eleitoral.
O temor dos petistas é que a CPI ganhe contornos imprevisíveis e extrapole os limites inicialmente propostos, atingindo ministros, auxiliares diretos e o próprio presidente.
O tom dessa estratégia foi explicitado pelo líder do governo na Câmara dos Deputados, José Guimarães (PT-CE), durante entrevista à CNN Brasil, nesta quinta-feira (29).
Sem rodeios, o parlamentar afirmou que o Planalto não tem interesse na instalação de uma CPI ou CPMI para apurar a suposta fraude envolvendo o Banco Master.
“Se depender de mim, não haverá uma CPMI ou CPI sobre este assunto”, declarou Guimarães.
Segundo ele, as investigações já estão sendo conduzidas de forma “robusta” por órgãos competentes, como a Polícia Federal e o Banco Central, o que tornaria desnecessária a criação de uma comissão parlamentar.
O líder governista também criticou o que classificou como uso político das CPIs.
“Questões que já estão sendo devidamente investigadas não necessitam de um levantamento adicional por meio de uma comissão que, muitas vezes, serve apenas para promover discursos políticos da oposição”, afirmou.
Para ele, esse tipo de comissão só se justifica quando os órgãos responsáveis falham em suas atribuições, o que, segundo sua avaliação, não ocorre no caso do Banco Master.
Nessa seara ninguém é besta. Desde que o nome do presidente Lula e de alguns de seus ministros passou a ser citado pela imprensa em reuniões a portas fechadas no gabinete presidencial com o banqueiro vigarista Daniel Vorcaro, o clima no Palácio do Planalto mudou.
Diante da repercussão do caso, o governo passou a adotar uma estratégia de cautela, desacelerando iniciativas e “pisando no freio” em relação ao tema, na tentativa de conter desgastes políticos e evitar que o assunto ganhe proporções ainda maiores.
Aqui mesmo no DF, a esquerda esbravejante perdeu a língua e os dentes.
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