Crianças desaparecidas: abalada, comunidade se prepara para volta às aulas
Reinício das atividades será diferente diante do impacto causado pelo caso das crianças desaparecidas, Ágatha Isabelly, de seis anos, e Allan Michael, de quatro.

BACABAL – O povoado São Sebastião dos Prestos vive um clima de comoção com a proximidade do retorno das aulas na comunidade, mas mantém a esperança. A direção da escola reconhece que o reinício das atividades será diferente diante do impacto causado pelo caso das crianças desaparecidas, Ágatha Isabelly, de seis anos, e Allan Michael, de quatro.
A única escola da comunidade serve de base de apoio para equipes de buscas e posto de saúde para atender moradores, principalmente, com sintomas de ansiedade.
Desde o dia 4 de janeiro, os irmãos Ágatha e Allan seguem desaparecidos. O caso abalou profundamente os moradores, que mantêm a esperança por respostas.
“Todos somos praticamente da mesma família, então não está sendo nada fácil”, relata Mary Jane Frazão, diretora da escola do povoado São Sebastião dos Prestos, localidade onde as crianças desapareceram.

O primo das crianças desaparecidos, Anderson Kauã, de oito anos, foi encontrado quatro dias depois, o que renovou a expectativa por um desfecho positivo nos demais casos. Após ter recebido alta hospitalar, depois de 14 dias internado, o garoto mostrou aos policiais o caminho que percorreu com os primos até uma cabana abandonada, próxima às margens do Rio Mearim.

As investigações seguem sob responsabilidade da Polícia Civil e, até o momento, não há pistas sobre o paradeiro das crianças. Uma força-tarefa da segurança pública continua atuando na região com o apoio de cães farejadores e equipamentos tecnológicos.
As buscas também contaram com o reforço do Exército, além da participação da Marinha, ampliando os esforços para localizar as crianças desaparecidas.
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