O governo Lula imerso numa salada de fraude e corrupção tropical
O escândalo do Banco Master envolvendo membros do STF e a alta cúpula do governo federal ilustram que nossa república ainda está longe de se livrar de seus parasitas políticos.

O escândalo do Banco Master já é considerado por muitos especialistas e analistas políticos como o maior esquema de corrupção dos últimos anos, e somado às fraudes do INSS carimba o terceiro mandato do governo Lula como um dos piores da história da república brasileira. O caso do Master caiu como uma bomba nos bastidores da política afundando a situação do atual governo federal por envolver figuras graúdas dos três Poderes da república.
O governo federal continua no árduo trabalho de minimizar o problema, tentando construir seus arremedos retóricos para autoproteção. Desta colcha de retalhos criminosa capitaneada por Vorcaro e afins temos algumas situações que passam à margem de todo o corpo criminoso da corrupção do Banco Master, mas que são bem reveladores.
Por exemplo, segundo o Relatório Anual de Investimentos de 2024 a Amazonprev (gestora do Regime Próprio de Previdência Social – RPPS do estado do Amazonas) aplicou cerca de R$ 50 milhões no Banco Master em 6 de junho de 2024, antes do mesmo ser liquidado pelo Banco Central em 2025. Uma reportagem da Folha de S. Paulo noticiou que a Fazenda Floresta Amazônica de propriedade da família de Vorcaro, localizada no município de Apuí, sul do Amazonas, explora os créditos de carbono em área pública (o que é ilegal). Essa fazenda faria parte do esquema bilionário com fundos de investimento utilizado para inflar o patrimônio do Banco Master de forma fictícia para manter as negociatas no mercado.
Outra coisa bem intrigante é que, segundo publicação do jornalista Claudio Dantas, a área de crédito consignado do banco de Vorcaro estava nas mãos de Augusto Lima (ou Guga Lima como era conhecido), empresário ligado ao núcleo do PT baiano e que tem tirado o sono do Palácio do Planalto. O empresário criou a CredCesta, um cartão de crédito consignado na qual Vorcaro viu potencial de negócio e tornou Guga Lima sócio do Master em 2020, sendo um dos principais ativos do banco e alvo das investigações de corrupção da Polícia Federal. O atual ministro do TCU, Jhonatan de Jesus, quando deputado federal enviou milhões em emendas parlamentares para Roraima (sendo a maior parte para o município de Iracema) para construção de casas populares… mas só uma foi construída até hoje. O que aconteceu com o restante do dinheiro? Ninguém sabe! O que sebe é que Jhonatan de Jesus é relator do processo na Corte em torno da liquidação do Banco Master. Coincidência?
Fato é que o governo Lula está profundamente envolvido com Daniel Vorcaro (dono do Banco Master) assim como Toffoli e Moraes, em uma rede de relações nada convencionais em troca de favores no mínimo suspeitas. Um verdadeiro escracho moral que salta aos olhos da opinião pública por conta das investidas obscurantistas, pra dizer o mínimo, tanto dos ministros da Suprema Corte quanto da ala governista do Legislativo sobre o caso do Master, tentando abafar o escândalo e impedir novas revelações. Há muito mais coisas a se descobrir, mesmo com todas as peripécias judiciais de alguns ministros supremos apavorados com a verdade vindo à tona.
Enquanto isso, assistimos as estatais federais registraram rombo de R$ 5,1 bilhões em 2025 (sendo o segundo pior da história), o Ministério da Previdência Social informou que estados e municípios serão os responsáveis por cobrir os rombos em fundos de previdência em caso de prejuízo em investimentos feitos em títulos vendidos pelo Banco Master (que chegam a R$ 1,86 bilhão), o Tribunal de Contas da União (TCU) divulgou relatório onde aponta indícios de superfaturamento de até 1.000% em contratos na COP30 realizada em 2025 em Belém-PA e tantos outros vexames que compõe este cardápio indigesto de nossa república bananeira.



