Brasil

Banco Master fraudava créditos de carbono com terras da União

Investigações da Polícia Federal apontam para um esquema do Master que usava terras da União para inflar balanço patrimonial

A CPI do Banco Master ainda nem iniciou e mais evidências do jogo sujo corruptor vão surgindo, para o desespero da base governista. As investigações da Polícia Federal apontam que a fraude bilionária no Master usou fundos de investimentos com ativos de créditos de carbono emitidos em terras da União para inflar o seu balanço patrimonial. As operações feitas por empresas ligadas ao Master alcançaram uma valorização de R$ 45,5 bilhões. As terras em utilizadas nestas operações são públicas na Amazônia e da União (que não poderiam ser usadas para operações desse tipo).

O mercado de carbono atualmente funciona no Brasil de forma voluntária entre agentes privados que trabalham com metas de sustentabilidade, mas sem regras específicas. Mesmo com iniciativas do governo federal para regular este mercado a coisa ainda funciona de forma incipiente. O levantamento das investigações parecem confirmar tal picaretagem do banco de Vorcaro, causando um novo pavor no Executivo federal.

Como se já não bastasse o volume monstruoso de dinheiro, membros do STF e da alta cúpula do governo federal envolvidos, o que piora mais ainda a imagem do país perante a opinião pública mundial, o escândalo se mostra ainda mais pernicioso. O país vive o pior cenário de vilipêndio da ordem democrática e da legalidade dos últimos anos, em meio a letargia do nosso Senado federal e do aparente conformismo generalizado da população. Os meandros desta fraude retrata que nossa república ainda está longe de se livrar de seus parasitas políticos.

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