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Homem é condenado a 43 anos por matar policial em operação

Crime ocorreu durante operação da Polícia Civil do Piauí, em Santa Luzia do Paruá, quando agentes tentavam cumprir um mandado de prisão contra o suspeito investigado por fraudes no Detran.

SANTA LUZIA DO PARUÁ – Um homem foi condenado a 43 anos e seis meses de prisão pela morte de um policial civil do Piauí e por tentar matar outros três agentes durante uma operação policial realizada em Santa Luzia do Paruá, no interior do Maranhão. O julgamento ocorreu no Tribunal do Júri da cidade e terminou na madrugada desta sexta-feira (13).

O réu, Bruno Manoel Gomes Arcanjo, foi considerado culpado pelo assassinato do policial civil Marcelo Soares da Costa, de 42 anos, além de três tentativas de homicídio contra outros policiais que participavam da ação. A pena deverá ser cumprida inicialmente em regime fechado.

O julgamento começou às 8h30 da manhã de quinta-feira (12) e só terminou por volta de 1h30 da madrugada do dia seguinte.

Crime ocorreu durante operação policial

Segundo as investigações, o crime aconteceu no dia 3 de setembro de 2024, na casa do acusado, localizada na Rua do Poço, na Vila Celeste, em Santa Luzia do Paruá.

Na ocasião, uma equipe da Polícia Civil do Piauí foi até o local para cumprir um mandado de prisão preventiva e de busca e apreensão contra Bruno Arcanjo. A ação fazia parte de uma investigação que apurava um esquema de fraudes e estelionato envolvendo o Departamento Estadual de Trânsito do Piauí (Detran-PI).

Entre os policiais que participavam da operação estavam agentes do Departamento de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACO), unidade especializada no combate ao crime organizado.

De acordo com as informações apresentadas no julgamento, quando os policiais tentaram entrar na residência, foram recebidos a tiros pelo suspeito.

Policial foi atingido durante confronto

Durante o ataque, o policial civil Marcelo Soares da Costa foi atingido por um disparo próximo à axila, uma região do corpo que não é protegida pelo colete à prova de balas. Ele não resistiu aos ferimentos e morreu.

Além dele, outros quatro policiais que participavam da operação também foram alvo dos disparos. Três deles foram considerados vítimas de tentativa de homicídio pelo júri. Em relação ao quarto agente, o acusado foi absolvido.

A arma usada no crime, uma pistola calibre 9 milímetros, foi apreendida pelas autoridades.

Segundo a polícia, antes de ser preso, o suspeito ainda teria utilizado a própria companheira e o filho pequeno como escudo durante a ação policial.

Julgamento reuniu colegas da vítima

O julgamento foi acompanhado por vários policiais civis do Piauí, colegas de trabalho de Marcelo Soares da Costa, que viajaram até o Maranhão para acompanhar o caso.

Durante a sessão do Tribunal do Júri, os jurados analisaram as provas e ouviram os argumentos da acusação e da defesa antes de tomar a decisão.

Ao final, o conselho de sentença reconheceu que o acusado foi responsável pela morte do policial e pelas tentativas de homicídio contra outros três agentes.

Réu permanecerá preso

Após a condenação, o juiz responsável pelo julgamento determinou que Bruno Manoel Gomes Arcanjo continue preso e não tenha direito de recorrer em liberdade.

Segundo a decisão judicial, a medida foi tomada para garantir a ordem pública e evitar a possibilidade de novos crimes.

Ainda de acordo com o processo, o condenado também é investigado em outra ação penal que tramita na Justiça do Piauí. Nesse caso, ele é apontado como possível líder de um grupo criminoso envolvido em fraudes relacionadas ao emplacamento de veículos no Detran do estado.

 

iMirante

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