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Trump: China pode enfrentar “grandes problemas” se enviar armas ao Irã

Ameaça ocorre após a inteligência dos EUA indicar que a China estaria se preparando para enviar novos sistemas de defesa aérea ao Irã Giovanna Estrela

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a China poderá enfrentar “grandes problemas” caso envie armas ao Irã. A declaração foi feita neste sábado (11/4), ao deixar a Casa Branca rumo à Flórida.

A ameaça ocorre após a CNN Internacional divulgar que a inteligência dos EUA apontou indícios de que Pequim estaria se preparando para enviar novos sistemas de defesa aérea ao Irã nas próximas semanas. Segundo fontes ouvidas pela emissora, os equipamentos seriam mísseis antiaéreos portáteis, conhecidos como MANPADS.

“Se a China fizer isso, terá grandes problemas, ok?”, disse o presidente, sem dar mais detalhes sobre possíveis medidas.

Trump também não informou se já tratou do assunto com o líder chinês, Xi Jinping. Os dois têm um encontro previsto para os dias 14 e 15 de maio, e há expectativa de uma visita de Xi a Washington ainda neste ano, embora a data não tenha sido confirmada.

A embaixada da China em Washington negou que o país tenha a intenção de fornecer armamento ao Irã. Em nota, um porta-voz afirmou que o país “nunca forneceu armas a nenhuma das partes envolvidas no conflito” e classificou as informações como falsas. O governo chinês também pediu que os Estados Unidos evitem “alegações infundadas” e contribuam para a redução das tensões.

Trump minimiza negociação de paz com o Irã

Na mesma conversa com jornalista, Trump minimizou as negociações de um acordo de paz entre os Estados Unidos e o Irã, que estão sendo realizadas no Paquistão, neste sábado (11/4).

“Independentemente do que aconteça, nós vencemos”, disse. “Para mim, tanto faz se fizermos um acordo ou não”, completou.

Os EUA estão sendo representados na negociação pelo vice-presidente do país, JD Vance. Questionado sobre o andamento das reuniões, Trump disse que já duram “muitas horas”.

“Derrotamos completamente aquele país, então vamos ver o que acontece”, disse. “Talvez eles façam um acordo, talvez não, não importa. Do ponto de vista dos Estados Unidos, nós vencemos”, completou.

 

 

Reuters/Al Jazeera

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