Delação de ex-diretora do Conjunto Penal de Eunápolis expõe a relação criminosa do petismo na Bahia
A delação de Joneuma Silva Neres piora a situação do PT na Bahia, expondo mais um escândalo de um partido que amarga uma queda de popularidade no Nordeste

O estado da Bahia continua no olho do furacão nestas eleições, não apenas por seus baixo IDH, alta criminalidade e polêmicas ações governamentais do governador Jerônimo Rodrigues (PT), mas por causa de seus vultuosos escândalos de corrupção. A ex-diretora do Conjunto Penal de Eunápolis, Joneuma Silva Neres, aparece nas páginas policiais acusada de negociar e facilitar a fuga de 16 presidiários (entre eles o traficante Ednaldo Pereira de Souza, vulgo “Dadá”, apontado como um dos líderes do Primeiro Comando de Eunápolis, braço do Comando Vermelho no sul da Bahia) em 2024. Ela está presa a mais de 1 ano em prisão domiciliar. Dos 16 fugitivos, 13 ainda estão foragidos, 2 morreram e 1 foi recapturado.
Joneuma Silva Neres foi indicação política do ex-deputado Uldurico Júnior (à época no MDB, mesmo partido de Geddel) e que está preso acusado por suspeita de negociar R$ 2 milhões para facilitar a fuga dos 16 detentos. Em fevereiro deste ano Joneuma firmou com o MP-BA um acordo de delação premiada em que citou claramente o ex-ministro Geddel Vieira Lima em um suposto esquema de propina relacionado a fuga de presos, inclusive revelando dinheiro em caixa de sapato e reuniões privadas com detentos. Na delação de Joneuma, o ex-deputado Uldurico negociou a fuga dos presidiários por R$2 milhões, onde metade seria do “chefe” (referindo-se a Geddel Vierira Lima). O ex-ministro Geddel Vieira Lima, obviamente, nega qualquer envolvimento no caso.
A julgar pelos personagens de mais este dramalhão tupiniquim à baiana, encontramos muitas “coincidências” que caracterizam os envolvidos e justificam seus crimes cometidos. Uldorico Júior foi candidato a prefeito na cidade de Teixeira de Freitas em 2024 com o apoio de Geddel Vieira, de Rui Costa, do governador Jerônimo Rodrigues e, olha só!, do presidente Lula. Geddel Vieira Lima sempre teve, e ainda tem, forte influência política. Foi condenado a mais de 13 anos de prisão por lavagem de dinheiro e associação criminosa após o caso dos R$ 51 milhões encontrados em um “bunker” em Salvador (2017). Ficou liberdade condicional em 2022 após o cumprimento de parte da pena em regime fechado e domiciliar. O governador Jerônimo Rodrigues é o mesmo que nomeou em 2025 um ex-presidiário, condenado por homicídio, como diretor-adjunto do Conjunto Penal em Salvador-BA. Ele segue em absoluto silencio sobre a fuga dos presos desde 2024 e nem mesmo sobre a delação de Joneuma este ano. Nem o presidente Lula também é outro que não esboçou qualquer comentário ou cobrou o governador da Bahia sobre este ocorrido. Talvez não seja apenas “coincidência”, mas modus operandi dos camaradas do petismo.



