Alcolumbre aguarda ‘jogada’ de Lula, fala em pressão e rechaça ameaças
Nos últimos dias o governo tentou se mobilizar - oferecendo cargos e liberação de emendas - para garantir a aprovação de Jorge Messias para o STF. A articulação do presidente Lula, no entanto, falhou.

O cardápio de ofertas, que incluía também negociações de palanques estaduais, se misturou com o de ‘ameaças veladas’ e recados, que irritaram o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). O vazamento de um encontro entre ele e Messias foi visto por ele como uma forma do Planalto tentar forçar uma imagem de entendimento e de apoio público. Isso piorou o clima.
Auxiliares do presidente do Senado admitem que ele se movimentou na reta final para mostrar que ele também daria os seus recados e reforçaria a sua força dentro da Casa.
Quem ironicamente explicitou o controle dos senadores por parte de Alcolumbre foi o líder do governo, senador Jaques Wagner (PT-BA). Instantes antes do resultado, Jaques – que há meses está rompido com Alcolumbre – subiu no plenário e perguntou a sugestão de placar do presidente.
Alcolumbre quase cravou o resultado: “ele vai perder por oito”. Messias só conseguiu 34 votos dos 41 necessários, faltaram sete.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, foi questionado pelo líder do governo, senador Jaques Wagner, sobre o placar da votação e, como outros parlamentares que, ao longo dos últimos dias, vinham fazendo avaliações, deu sua opinião. Isso só reafirma e demonstra a experiência do presidente da Casa em votações.
– Nota da assessoria de Imprensa da Presidência do Senado.
UOL



