
A maioria dos países da União Europeia aprovou, nesta sexta-feira (9), o acordo de livre-comércio com o Mercosul, tratado negociado há mais de 25 anos, segundo fontes diplomáticas ouvidas pela agência AFP.
Com a aprovação, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, recebeu sinal verde para seguir com os trâmites finais do acordo. A expectativa é que ela viaje a Assunção, no Paraguai, na próxima segunda-feira, para a assinatura formal do tratado.

O acordo comercial prevê a criação de uma ampla zona de livre-comércio entre a União Europeia e o Mercosul, bloco formado por Argentina, Brasil, Uruguai e Paraguai. Defendido por setores industriais e empresariais europeus, o pacto é visto como uma forma de ampliar o acesso a mercados e fortalecer as relações econômicas entre as regiões.
Por outro lado, o tratado é alvo de críticas de produtores rurais europeus, que temem o aumento da concorrência de produtos agrícolas sul-americanos. A França tem se destacado como uma das principais vozes contrárias ao acordo, citando preocupações com o impacto sobre o setor agrícola.
Embora a assinatura ocorra no Paraguai, o acordo não entrará imediatamente em vigor. Isso porque do lado europeu ainda é necessário o aval do Parlamento Europeu, que deverá pronunciar-se em um prazo de várias semanas. E este resultado se apresenta incerto, já que cerca de 150 eurodeputados (de um total de 720) ameaçam recorrer à Justiça para impedir a aplicação do acordo.
CNBC/TimesBrasil



