
Fundos da Reag suspeitos de participarem de fraudes do Banco Master
e de lavarem dinheiro para o PCC simularam uma movimentação bilionária usando títulos podres do antigo Besc, o Banco de Santa Catarina, que foi liquidado há 18 anos.
A Reag comprou títulos do Besc a partir de R$ 0,50 a unidade, a partir de 2020. Já nos balanços dos fundos, a gestora de investimentos atribuiu a eles valores de até R$ 600, uma valorização de cerca de 120.000%.
Esses títulos do Besc transitaram de um fundo a outro da Reag, entre 2020 e 2024, em operações que, somadas, alcançaram R$ 29 bilhões.
Os dados foram levantados pelo UOL em demonstrativos financeiros dos fundos e em processos judiciais.
Os títulos do Besc são tidos como “podres” pelo mercado, já que o Judiciário costuma considerar que já expirou o prazo para convertê-los em dinheiro ou ações do Banco do Brasil -que incorporou o banco catarinense em 2008.
Auditorias realizadas nos fundos da Reag fizeram ressalvas sobre a negociação desse títulos e sobre os valores a eles atribuídos pela gestora.
Entre os fundos que simularam movimentações bilionárias usando títulos do Besc estão o D Mais e o High Tower. O Banco Central suspeita que eles tenham sido usados em fraudes que beneficiariam o Banco Master.
Outro fundo que movimentou bilhões em títulos do Besc é o Gold Style, investigado pela Operação Carbono Oculto, da Polícia Federal, sob a suspeita de lavar dinheiro para o PCC.



