Flávio diz que Argentina terá parceiro comercial de “verdade” em 2027
Após aceno de Milei, pré-candidato diz que ampliará laços comerciais com a Argentina se vencer a eleição presidencial

Pré-candidato à Presidência da República, o senador Flávio Bolsonaro (PL) afirmou no X (antigo Twitter) que a relação entre Brasil e Argentina deverá passar a outro patamar a partir de 2027, com maior convergência política e ampliação do intercâmbio econômico entre os dois países.
“Além de um amigo, a Argentina terá um parceiro comercial de verdade no Brasil a partir de 2027”, declarou o parlamentar em sua rede social X (antigo Twitter), ao comentar o gesto público do presidente argentino Javier Milei de sinalizar apoio a uma mudança na gestão brasileira.
Em entrevista a um veículo de comunicação no dia 30, o presidente da Argentina foi enfático ao ser questionado sobre quem apoiaria nas eleições brasileiras de 2026. “Tenho amigos no Brasil, os Bolsonaros. Prefiro uma solução com os Bolsonaros e não uma solução com o socialismo do século XXI”, afirmou.
O ex-deputado Eduardo Bolsonaro, autoexilado nos EUA, também reagiu à entrevista. Em sua rede social, afirmou que Milei “tem a bússula moral em dia, conhece os perigos do comunismo, socialismo, progressismo e todo esse lixo marxista — a Argentina sentiu na pele com os Kirchner”. Em seguida, acrescentou que “em outubro de 2026, só haverá duas opções: Lula ou Flávio Bolsonaro”.
Relações Brasil e Argentina
De acordo com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), a Argentina segue como um dos principais destinos das exportações nacionais, figurando entre os três maiores parceiros comerciais do Brasil e liderando o intercâmbio regional na América do Sul. O fluxo bilateral gira em torno de US$ 13 bilhões a US$ 14 bilhões anuais em cada direção, com destaque para os setores automotivo, de máquinas, químicos e alimentos.
Do lado argentino, o Brasil permanece como o principal mercado para seus produtos industrializados, o que evidencia a interdependência econômica entre as duas economias. A ApexBrasil também aponta recuperação e expansão recentes do comércio bilateral, após oscilações provocadas por crises cambiais e pela retração econômica na Argentina.
Metrópoles



