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Sob Lula, Petrobras ‘ressuscita’ refinarias e bate recordes

Colocadas à venda pela Petrobras no governo Jair Bolsonaro, as refinarias da petroleira passaram a produzir com índice médio de 92% de aproveitamento sob Lula. Em 2022, o Fator de Utilização Total (FUT) médio (índice de eficiência) foi de 88%.

Entre 2023 e 2025, a estatal elevou em 3% a produção média de derivados e ampliou em mais de 20% a capacidade de produção de diesel S-10. Também houve ampliação da oferta de gasolina e de gás natural.

Segundo William França, diretor de Processos Industriais da Petrobras, o resultado reflete investimentos na modernização do parque de refino.

No caso do diesel S-10, projetos implantados na Reduc (Refinaria de Duque de Caxias), Replan (Refinaria Planalto de Paulínia), Revap (Refinaria Henrique Lage) e Rnest (Refinaria Abreu e Lima) levaram a um acréscimo de 138 mil barris por dia (kbpd) entre 2023 e 2025, atingindo a média de 452 mil barris diários. No período, a produção média de diesel cresceu 3,1%.

Na gasolina, esse aumento foi de 9,3%, alcançando médias históricas de 419 mil barris por dia.

No período, os projetos implementados elevaram em cerca de 48 kbpd a capacidade de processamento de petróleo, com destaque para a Rnest (42 kbpd a mais) e a RPBC (Refinaria Presidente Bernardes).

Neste ano, a previsão é de novas ampliações na Replan e na Revap, que devem acrescentar mais 44 kbpd, além do avanço do projeto do Trem 2 da Rnest, que permitirá ampliar a capacidade em até 130 kbpd.

No gás natural, a capacidade de processamento passou para 21 milhões de metros cúbicos por dia (milhões m³/d) com a entrada em funcionamento de novas infraestruturas do Rota 3, projeto que amplia o escoamento na área do pré-sal da Bacia de Santos, e da Unidade de Tratamento do Complexo Energias Boaventura.

Preço do combustível e inflação

A retomada dos investimentos é um pleito do presidente Lula que, desde a posse, em janeiro de 2023, mirou o fortalecimento da Petrobras como forma de reduzir o preço dos combustíveis, um dos componentes da inflação medida pelo IPCA.

O mandatário criticava o modelo de desinvestimento da Petrobras aprovado pelo governo Bolsonaro e que levou a estatal a assinar um acordo com o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) em troca do arquivamento de processos que, naquele momento, poderiam resultar em punições e multas por supostas práticas anticompetitivas caso fossem julgados.

Ao final, os processos foram extintos pelo tribunal já no governo Lula e as refinarias seguem em atividade sob o comando da Petrobras.

UOL

 

 

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