A homenagem a Lula é a apoteose do deboche, do fracasso institucional e da vigarice política que adestra o povo com Pão e Circo
O país vive o pior cenário de vilipêndio da ordem democrática e da legalidade dos últimos anos, em meio a letargia do nosso Congresso Nacional e do conformismo generalizado da população.

Há quem diga que Brasil não é para amadores, mas é preciso esclarecer ao quê ou a quem isto se aplica. A frase é eivada de sentidos até controversos em certa medida, por isso é necessário apontar sua referência para darmos o seu real sentido aos fatos. Se nos referirmos às velhas “raposas” da nossa classe política há pertinência, pois estes são profissionais no empreendimento mercantil à serviço do Poder. Já se a referência for a população… são todos amadores, e com “orgulho”.
Somos bombardeados todos os dias com os mais absurdos e abjetos acontecimentos, frutos das peripécias políticas do consórcio chicaneiro entre Executivo e Judiciário (capitaneado pelo STF) com a complacência da mídia mainstreem, sindicatos, artistas e os badalados “formadores” de opinião. O país mergulhado no caos institucional que influencia a moral coletiva, usurpa a verdade dos fatos, corrói as relações democráticas e rasga a Constituição, enquanto o povão vive seus dias de “rei” numa apoteose carnavalesca regados a muita bebida, imoralidade, brigas homéricas, roubos, prisões, muita algazarra… e alheios a tudo. Mas não se espantem, pois estes são os mesmos que passam o ano todo reclamando do próprio caos que ajudam a perpetuar.
Vamos aos fatos: somos um país em que o filho do ex-ministro da Justiça advoga para empresa ligada ao esquema bilionário do PCC e para uma entidade envolvida nas fraudes recentes no INSS; a ministra-chefe de Secretaria de Relações Institucionais do Lula (Gleisi Hoffmann) teve, segundo pronunciamento do advogado Eli Cohen na CPMI do INSS, sua campanha eleitoral financiada com dinheiro desviado de aposentados; a empresa Rede Sol Fuel (investigada na Operação Carbono Oculto por ligações com o PCC por lavagem de dinheiro) tem acordos com o governo Lula que somam mais de R$ 400 milhões; Lula nomeia para ministro do STF seu amigo pessoal Flávio Dino (notório comunista) e seu advogado no processo da Lava-Jato Cristiano Zanin, num claro aparelhamento do órgão; o ministro Alexandre de Moraes comete várias ilegalidades (como atuar em processo como vítima, acusador e juiz ao mesmo tempo) e foi denunciado com provas pelo seu ex-assessor direto (Eduardo Tagliaferro) por vários crimes (como pesca probatória, falsificação de documentos e ordens ilegais para perseguir adversários da Direita); temos desembargadores que vendem sentenças para absolver membros de facções; o Senado impôs sigilo de 100 anos nas imagens que revelariam onde Antônio Camilo (“Careca do INSS”) circulava pela instituição e com quem tinha ligações mais estreitas; uma facção criminosa determinou o fim de brigas entre torcidas organizadas no Ceará, forçando seus líderes a renunciarem os cargos sob risco de punição (expondo a falência do poder do Estado); temos ministros da Suprema Corte nacional, empresários e políticos envolvidos no escândalo de fraude do Banco Master, e até mesmo fotos e vídeos íntimos de festas sexuais numa mansão alugada em Trancoso-BA (segundo a PF). Enfim, em meio a tantas peraltices repugnantes ainda há aqueles que defendem que estamos “bem”, numa democracia “pujante” e sólida.
A verdade é que somos um país de amadores metidos a profissionais. São tantos escândalos descobertos apenas neste último mandato do governo Lula que a população parece ter se conformado com o absurdo. A homenagem feita ao Lula na Sapucaí (cujo presidente da escola é réu em processo que apura a morte de uma menina de 11 anos) é a celebração da imbecilidade perniciosa que triunfa diante do óbvio, aplaudia pela horda de analfabetos funcionais que prestam a devida vassalagem ideológica para seus heróis bolcheviques. Enquanto isso, os profissionais reais do país continuam dando as cartas do jogo, manipulando a opinião pública com os insípidos jargões de centro acadêmico, hipnotizando o eleitor a culpar os outros e acreditar em dias melhores dentro de um domo ideológico forjado na foice e no martelo.



