Maranhão

As águas de março fecham o primeiro trimestre com escândalos e fraudes que envergonham o Maranhão

Com sucessivos escândalos vindo à tona um clima de desesperança ganha mais espaço na opinião pública em pleno ano eleitoral.

Começamos o ano com uma chuva de denúncias de fraudes, corrupção e escândalos, alguns se estendem desde 2025 e outros surgidos em 2026 – que ornamentam o cenário vexatório da nossa política estadual.  O mês de março foi a celebração da concupiscência com o erário público que estampou os noticiários de conteúdos que chamam a atenção não pela quantidade, mas pela ousadia.

Uma fraude societária no Maranhão é alvo de investigação pelas autoridades porque Willame Alves dos Santos, 26 anos, que é beneficiário do Bolsa Família, figura como sócio majoritário da holding DAJP Participações Ltda, que opera empresas de ônibus Expresso Rei de França e Expresso Grapiúna (integrantes do Consórcio Via SL), ambas em São Luís. Estas empresas acumulam dívidas de mais de R$ 177 milhões e encontram-se em recuperação judicial. O escândalo é tão grotesco que chega a ser cômico, se não fosse trágico, pois há clara suspeita de uso de “laranjas” para ocultação de patrimônio, o que levanta indícios de fraude societária e blindagem patrimonial dos reais proprietários das empresas.

Willame possui uma ficha corrida notoriamente incompatível com seu papel de empresário. Além de beneficiário do Bolsa Família, já foi preso por suspeita de estelionato, posse de drogas e responde processo por inadimplência na compra de uma motocicleta. Documentos adquiridos na Junta Comercial do Maranhão (Jucema) ratificam Willame como dono de 100% das cotas da DAJP Participações, cujo capital social é de R$ 3 milhões. Porém, a pouquíssimo tempo a empresa estava em nome de outra pessoa, Deborah Piorski Ferreira (filha do empresário Pedro Paulo Pinheiro Ferreira, conhecido como PP e apontado como sócio oculto do negócio).

Pra completar o escracho de escândalos no estado, começamos o mês de abril como a operação Inauditus da Polícia Federal que investiga um esquema de venda de decisões judiciais no Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA), corrupção e lavagem de dinheiro, que determinou o afastamento de um desembargador envolvido, de servidores e bloqueio de até R$ 50 milhões em bens. Dentre os alvos da operação estão os desembargadores Antônio Pacheco Guerreiro Jr. (do Fórum de Imperatriz) e Luiz de França Belchior Silva, além de um ex-deputado estadual, assessores, ex-assessores, juízes, advogados e ao menos um empresário.

Lembrando que estamos em ano eleitoral e muitos partícipes destes escândalos são aliados, sócios e até amigos pessoais de muitos candidatos que estão na corrida do pleito deste ano. É bem possível, e até esperado, que muito mais escândalos sejam descobertos ou denunciados até outubro, haja vista que os ânimos políticos andam bem hostis e sem filtro.

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