Caracas tem ruas sem movimento e comércios com filas: ‘Estamos paralisados’

Venezuelanos que preferem não se identificar por medo de sofrer represálias relataram ao UOL que se sentem paralisados e sem perspectivas três dias após o ataque dos Estados Unidos que capturou e prendeu o presidente Nicolás Maduro.
O que aconteceu
Nos primeiros dias após a prisão de Maduro, venezuelanos relatam clima de ansiedade e sensação de angústia com o futuro do país. Segundo uma venezuelana ouvida pelo UOL que vive na capital, Caracas, as ruas têm pouco movimento. Ela diz que poucas pessoas saíram para trabalhar na segunda-feira porque estão aflitas e ansiosas para acompanhar as notícias.
Supermercados e farmácias tem movimentação intensa desde sábado. “Meu filho que está indo ao mercado, os poucos que estão abertos, estão cheios”, diz a venezuelana que trabalha como autônoma. Segundo ela, farmácias estão com longas filas. “Eu mesma comprei os remédios que minha mãe precisa e comida para meu cachorro para não ter que sair de casa”, diz.
Poucos carros estão nas ruas em Caracas. “Percebi que há pouco tráfego”, diz ela. “Quase todo mundo está resguardado, meu filho ia para a universidade, mas adiaram. Não estamos em uma situação normal para nada”, relatou a venezuelana.
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