Comprovante de pagamento constata relação entre Marcus Brandão, Presidente do TCE e o assassino do tech office
O Crime do Tech Office é um caso ocorrido no dia 19 de agosto de 2022 onde Gilbson Cutrim Júnior matou a tiros João Bosco Sobrinho, num prédio comercial na Avenida dos Holandeses, na Ponta D’areia. O caso ganhou notoriedade nacional por envolver, segundo o autor do homicídio, membros da família do governador do Estado do Maranhão.

O caso foi federalizado em maio de 2025 e as investigações passaram a ser realizadas pela Polícia Federal. Gilbson Cesar Soares Cutrim Junior prestou depoimento no último dia 19 de fevereiro de 2026, às 15 horas, na Central de Inquéritos dos Tribunais Superiores, em Brasília. Estavam presentes na audiência, a delegada da Polícia Federal e juízes auxiliares dos Tribunais Federais que acompanham o caso. Em mais de três horas de perguntas e respostas, Gilbson Júnior contou o que aconteceu no dia 19 de agosto de 2022, às 11 horas, no prédio Tech Office e nomeou as pessoas que estavam presentes. Veja toda a dinâmica do crime AQUI
Segundo Gilbson um desses personagens é o sobrinho do governador, atual presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE) Daniel Brandão, que nega qualquer relação com o réu confesso e, ainda, diz ser vítima de extorsão. Porém Gilbson apresentou documentos comprovando a relação com empresa ligada à família Brandão e ao próprio Daniel.
Um desses documentos é um comprovante de transferência, com data do dia 12 de maio de 2022, realizado pela empresa Disvali, para o assassino confesso do crime do Tech Office. É uma das provas que atesta a relação entre Marcus Brandão, o presidente do TCE e Gilbson Cutrim Junior.
A família do governador até tentou ser cuidadosa na tentativa de fazer uma blindagem patrimonial e jurídica com o nome de Daniel Brandão, mas sempre tem aquele famoso fio da meada que ninguém consegue esconder e quando aparece desmonta qualquer tipo de proteção, inclusive da mídia que é paga defender a família Brandão até às últimas consequências.

Vamos aos fatos
De acordo com o documento, Daniel Brandão permaneceu na sociedade até o dia 23 de março de 2023, pouco mais de um mês depois de assumir a vaga de conselheiro do TCE. Na ocasião ele dou as suas cotas da empresa para a irmã Natália Itapary Brandão e para o Jesus Itapary Neto, aquele do milagre da multiplicação do patrimônio que o Deputado Rodrigo Lago mostrou na tribuna, mas a assembleia resolveu fechar os olhos e nem cogitou uma abertura de CPI.

O depósito na conta do Gilbson Cutrim foi realizado em maio de 2022, coincidentemente o mesmo período em que ele estava prestando serviços de cobrança e transporte de valores para a família Brandão relatados no seu depoimento a Polícia Federal em Brasília, ou seja, é uma prova inconteste que além de existir a relação entre os envolvidos, ele foi pago por uma empresa em que Daniel Brandão ainda era sócio juntamente com seu Tio Marcus Brandão.
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