Irã ataca bases dos EUA e Israel age contra Hezbollah no 4º dia de guerra
O Irã realizou ataques direcionados a duas instalações dos Estados Unidos no Oriente Médio, enquanto Israel concentrou suas ofensivas contra o Hezbollah, no Líbano, no quarto dia de guerra na região.

Irã usou drones para atacar uma base militar dos EUA no Catar hoje — não há registros de feridos. “Os drones de combate destrutivos das forças terrestres, aéreas e navais do Exército atacaram as bases das forças norte-americanas em Al Udeid”, segundo a agência de notícias AFP.

Exército iraniano também atacou a embaixada dos EUA em Riad, na Arábia Saudita. O regime saudita disse que conseguiu interceptar oito drones, mas pelo dois aparelhos atingiram a embaixada norte-americana e gerou um incêndio e danos às instalações. Não há, até o momento, registros de vítimas fatais.
Embaixada dos EUA pediu aos seus cidadãos em Riade que permaneçam confinados por motivos de segurança. Por causa da guerra, a Casa Branca também anunciou o fechamento por tempo indeterminado da embaixada no Kuwait e justificou a decisão “às tensões regionais”. EUA ainda divulgaram lista de países que seus cidadãos devem evitar.

Além das bases americanas, Irã fez mais ataques contra Israel. O exército iraniano informou que lançou novos mísseis contra Jerusalém. As forças militares israelenses disseram que seu sistema de defesa conseguiu interceptar a ameaça, mas várias explosões foram ouvidas na cidade, informou a AFP.
Desde sábado, o Irã executa uma contraofensiva direcionada contra bases militares americanas no Oriente Médio e o território de Israel. A medida ocorreu após os presidentes dos EUA, Donald Trump, e de Israel, Benjamin Netanyahu, realizarem ataques ao regime iraniano, que resultaram na morte de seu líder supremo e de centenas de civis.
Irã também tem atacado países vizinhos que estariam ao lado de EUA e Israel. Hoje foram relatadas explosões em Doha, capital do Catar, e na capital do Bahrein, Manama.
Regime iraniano enviou aviso de alerta para a Europa. Teerã advertiu os países europeus para não se envolver no conflito porque “qualquer ato do tipo seria considerado um ato de guerra conta o Irã e indício de cumplicidade com os agressores”. Alerta foi dado após Alemanha, Reino Unido e França afirmarem que poderiam adotar “ações defensivas” para neutralizar as capacidades de lançamento de mísseis da República Islâmica.
Reuters/AFP



