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Irã lança primeira onda de ataques após nomeação de novo líder supremo

Irã realizou na madrugada de hoje a primeira onda de ataques retaliatórios contra Israel após a ascensão do novo líder supremo, Mojtaba Khamenei, ao poder.

As forças israelenses estão atacando hoje “prédios do regime” no centro do Irã e também o Líbano. Israel afirmou ter atingido infraestrutura do Hezbollah no bairro de Dahiyeh, em Beirute, um reduto do grupo militante apoiado pelo Irã em uma incursão noturna.

Os militares também relataram ter identificado bombardeios de mísseis lançados do Irã em direção a Israel. Segundo eles, a ofensiva acionou sirenes de alerta aéreo em todo o país e ativou sistemas de defesa aérea.

Um homem de 40 anos foi morto no ataque ao centro de Israel. Com isso, o número de mortos no país israelense se elevou para 11 desde o início da guerra, segundo números do serviço de ambulâncias.

Essa é a quarta onda de mísseis retaliatórios. A agência de notícias semioficial Tasnim informou que Tel Aviv e o Deserto do Negev foram alguns dos alvos. Ainda segundo a imprensa iraniana, mísseis de última geração da Guarda Revolucionária Islâmica teriam sido usados.

Ontem, a Arábia Saudita registrou as primeiras mortes em meio ao conflito no Oriente Médio. Duas pessoas morreram e 12 ficaram feridas. Segundo a Defesa Civil do país, um projétil militar caiu em uma área residencial na cidade de Al-Kharj. Uma das vítimas era de nacionalidade indiana e a outra era de Bangladesh.

Quem é Mojtaba Khamenei, o novo líder supremo do Irã
Mojtaba Khamenei, o segundo filho do Líder Supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, visita o escritório do Hezbollah em Teerã, Irã, em 1º de outubro de 2024. Escritório do Líder Supremo Iraniano/WANA (Agência de Notícias da Ásia Ocidental)/Divulgação via REUTERS/Foto de Arquivo

 

Novo líder é escolhido

Mojtaba Khamenei é o segundo filho de Ali Khamenei, morto em um ataque coordenado entre Estados Unidos e Israel. Ele é uma figura influente nos bastidores do regime iraniano.

Escolha do sucessor foi feita pela Assembleia dos Especialistas, composta por 88 clérigos. Não há eleição popular, e o grupo pode decidir por um novo líder supremo único ou manter um conselho permanente, embora a primeira opção seja a mais provável.

Reuters/AFP

 

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