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Justiça dos EUA revela novos detalhes sobre a morte de Epstein na prisão

Fotos do cadáver de Jeffrey Epstein e a investigação sobre sua morte estão entre os documentos divulgados sobre o caso pelo Departamento de Justiça dos EUA

O que aconteceu

Epstein foi encontrado morto em sua cela em 2019, aos 66 anos. Ele havia sido preso um mês antes após acusações de traficar dezenas de meninas para abuso sexual. Anteriormente, ele já havia sido condenado a 13 meses de prisão por abusar de uma menina de 14 anos e foi inserido na lista de criminosos sexuais do país.

No dia 23 de julho de 2019, Epstein cometeu sua primeira tentativa de suicídio. Semanas antes, a equipe do presídio foi instruída a notificar o psicólogo de plantão e colocar o criminoso sob vigilância para que ele pudesse ser analisado completamente sobre o risco de suicídio.

Antes da tentativa, o homem havia negado qualquer tendência suicida. Ele também disse aos profissionais que não tinha histórico de problemas psicológicos. Apesar disso, o relatório, acessado pelo UOL, diz ter continuado a observação diariamente.

Da primeira vez, Epstein acusou seu companheiro de cela, Nicholas Tartaglione, de tentativa de assassinato. O preso, no entanto, relatou que estava dormindo no momento e, quando acordou, viu o criminoso sexual com um fio em volta do pescoço.

O homem tirou a própria vida no dia 10 de agosto. Ainda de acordo com a investigação, um dos guardas carcerários teria entrado em desespero ao saber da morte de Epstein, dizendo que os agentes não realizaram rondas das 3h às 5h. “Cometemos um erro”, falou o funcionário na época.

Imagens divulgadas mostram o financista tentando ser reanimado. Ele aparece deitado em uma maca, apenas de cueca laranja, enquanto socorristas fazem técnicas de reanimação. Em uma das fotos, também é possível ver seu pescoço machucado.

Médicos do presídio já haviam notado que Epstein estava morto, mas o transferiram de ambulância para o Hospital Beekman, em Nova York. Depois de 26 minutos, é confirmado o horário da morte e o corpo dele é liberado para o médico legista. A autópsia foi feita horas depois e apontou enforcamento.

Novos documentos divulgados

Departamento de Justiça dos EUA publicou mais de 3 milhões de páginas de arquivos do caso de Jeffrey Epstein na última semana. Os documentos, liberados pelo órgão no último dia 30, incluem milhares de fotos e vídeos, alguns registrados pelo próprio bilionário condenado por crimes sexuais. A publicação dos arquivos era esperada até o dia 19 de janeiro, o que não ocorreu.

Governo Trump liberou os arquivos com atraso. A publicação era esperada até o dia 19 de janeiro, o que não aconteceu.

Inicialmente, presidente norte-americano tentou impedir a divulgação dos documentos. Mas, pressionado pelo Congresso norte-americano, por membros do próprio partido e pela opinião pública, ele finalmente cedeu e assinou a lei que obriga a publicação do material.

Na última semana, vítimas de abuso de Epstein e políticos de oposição expressaram indignação após a divulgação dos arquivos do caso, com páginas e fotografias censuradas e com tarjas pretas. Grande parte dos milhões de documentos liberados desde dezembro contém trechos censurados ou cobertos por quadrados pretos, o que reforça as dúvidas sobre se a divulgação será suficiente para pôr fim às teorias de conspiração sobre a lista de amigos poderosos de Epstein, incluindo o próprio Trump, e as circunstâncias de sua morte, em 2019.

Centro de Valorização da Vida

Caso você esteja pensando em cometer suicídio, procure ajuda especializada como o CVV (Centro de Valorização da Vida) e os CAPS (Centros de Atenção Psicossocial) da sua cidade. O CVV funciona 24 horas por dia (inclusive aos feriados) pelo telefone 188, e também atende por e-mail, chat e pessoalmente. São mais de 120 postos de atendimento em todo o Brasil.

UOL

 

 

 

 

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