Lideranças do Centrão entram em ano eleitoral na mira da PF de Lula

Três operações da Polícia Federal (PF) deflagradas ao longo de 2025 sacudiram o Congresso Nacional e devem ter peso decisivo nas eleições deste ano.
Investigação como a “Sem Desconto”, “Carbono Oculto” e “Compliance Zero” deram um poder incendiário a nomes como Beto Louco, Daniel Vorcaro, e Antonio Carlos Antunes, o “Careca do INSS”.
A coluna Andreza Metais reuniu cada uma dessas investigações, e resumiu os riscos que elas representam para a reputação de líderes da oposição, do governo federal, e de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
O primeiro semestre de 2025 foi marcado pela eclosão de um escândalo bilionário de corrupção envolvendo descontos indevidos na folha de pagamento de aposentados do INSS, a chamada Farra do INSS.
No último mês de 2025, o vice-líder do governo no Senado, Weverton Rocha (PDT-MA), tornou-se um dos alvos das investigações. Rocha é um dos principais aliados do presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União), o que amplia o risco político associado ao avanço do caso.
A operação Sem Desconto também tem aproximado suas investigações do filho do presidente Lula, Fábio Luís. Segundo o depoimento de uma testemunha à Polícia Federal, ele teria recebido R$ 300 mil de Antonio Carlos Antunes, o “Careca do INSS”.
Para 2026, a expectativa é que a Farra do INSS continue produzindo efeitos políticos, especialmente com a prorrogação dos trabalhos da CPMI do INSS até poucos meses antes das eleições.
Deflagrada em conjunto com a Receita Federal e o Ministério Público de São Paulo (MPSP), a operação Carbono Oculto tem como alvo um esquema criminoso de adulteração de combustíveis envolvendo o Primeiro Comando da Capital (PCC).
Metrópoles



