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Lula, inicialmente incrédulo, já prevê impacto de ação dos EUA nas eleições

Decidiu-se esperar até que o presidente Lula despertasse, no sábado, dia 3, para dar a ele a notícia de que o continente sul-americano havia mudado drasticamente naquela madrugada. O encarregado do comunicado foi o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira. Coube a ele dizer ao petista que o governo de Donald Trump havia bombardeado estados e portos da Venezuela e tirado à força, de um bunker em Caracas, o ditador venezuelano Nicolás Maduro.

A primeira reação de Lula, segundo aliados, foi de incredulidade. Depois, surpresa. Não há registro na história recente de ação semelhante. A partir daí, já se sabe o que houve: o petista fez duas reuniões de avaliação —a primeira para definir o tom da nota que divulgaria sobre o tema e a segunda para traçar cenários.

As primeiras informações foram repassadas ao Palácio do Planalto pela embaixadora do Brasil na Venezuela. Ela está em contato permanente tanto com o Itamaraty como com o time que toca a política internacional de Lula ao lado da sala de despachos do presidente na Praça dos Três Poderes.

Ela relatou que havia, sim, registro de mortos já nas primeiras horas do sábado e que o tamanho dos danos à infraestrutura ainda não havia sido equacionado. Assim como ainda não estava claro o destino de Maduro nem os planos de Trump para a Venezuela.

Aguardou-se, então, a coletiva de imprensa marcada pelo presidente americano para entender melhor o que viria. “A sinceridade com que Trump falou foi chocante. Ele não citou democracia, nada. Falou que governaria o país, não esclareceu até quando, e que também tomaria conta das reservas de petróleo. Tratou a subtração de um Estado como quem comunica a mudança do CEO de uma empresa”, descreveu um ministro do petista.

UOL

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