
O prefeito de São Luís, Eduardo Braide, volta a errar ao divulgar, mais uma vez, a programação do Pré-Carnaval e do Carnaval da capital maranhense a conta-gotas. A postura evidencia a ausência de uma política pública consistente de turismo e reforça a percepção de que o objetivo principal não é atrair visitantes, movimentar a rede hoteleira, bares, restaurantes e toda a cadeia de serviços ligada ao setor, mas sim manter o foco exclusivo no público doméstico, alimentando a própria popularidade — ou, quem sabe, pavimentando terreno para uma futura disputa eleitoral.
Carnaval é planejamento, estratégia e antecedência. Nos grandes centros do país, as programações oficiais já estão completamente divulgadas desde 2025, permitindo que turistas se organizem, comprem passagens, reservem hotéis e planejem sua estadia. Em São Luís, no entanto, a indefinição reina. A divulgação fragmentada compromete diretamente o potencial econômico da festa e afasta visitantes que precisam de previsibilidade para escolher o destino.
Até o momento, ainda que não seja no tempo ideal, apenas a programação oficial do Pré-Carnaval e do Carnaval promovida pelo Governo do Maranhão está integralmente disponível ao público. Já por parte da Prefeitura de São Luís, sabe-se apenas de três datas: 30 e 31 de janeiro e 1º de fevereiro. Muito pouco para uma capital com vocação cultural reconhecida nacionalmente e que poderia usar o Carnaval como uma poderosa vitrine turística.
Ao insistir nesse modelo improvisado, a gestão municipal perde tempo, oportunidades e dinheiro. São Luís deixa de competir em igualdade com outros destinos, enquanto o setor produtivo local — que depende do fluxo turístico — segue no escuro. O Carnaval da capital maranhense merece mais do que anúncios pontuais: precisa de planejamento, visão estratégica e compromisso com o desenvolvimento econômico da cidade.
Blog Diego Emir



