
A “casa caída”, como é chamada pelos policiais, foi apontada por cães farejadores como um dos locais por onde passaram os irmãos Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4 anos. Trata-se de um abrigo simples, feito de barro, troncos de madeira e coberto por palha. A estrutura fica no povoado São Raimundo, na zona rural de Bacabal, no interior do Maranhão.
De acordo com o Corpo de Bombeiros do Maranhão, o local fica a cerca de 3,5 km em linha reta da comunidade quilombola São Sebastião dos Pretos, em Bacabal, onde as crianças desapareceram há 13 dias. No entanto, considerando os obstáculos naturais, como trilhas, lagoas e áreas de mata, a distância percorrida até o local pode chegar a aproximadamente 12 km.
O local, que pode servir como ponto de parada para pescadores, fica à margem do rio Mearim. Dentro da estrutura foram encontrados um colchão, botas e um banco.
O ponto foi descrito por Anderson Kauã, de 8 anos, após ser encontrado no dia 7 de janeiro. Ele relatou à equipe multiprofissional do Instituto de Perícias para Crianças e Adolescentes (IPCA), que o acompanha, que chegou ao local com os primos e que deixou os dois na casa enquanto saiu em busca de ajuda.
Anderson afirmou que ele e os primos passaram pelo menos uma noite no abrigo, que fica a cerca de 500 metros de onde ele foi localizado. Segundo o Corpo de Bombeiros, a região possui ao menos outras quatro casas próximas, entre elas a de um morador e a do carroceiro que encontrou Anderson.
“Ali nós apostamos como ponto inicial de informações concretas por onde as três crianças teriam passado, ou melhor, teriam passado uma noite. Mostramos fotografias que foram confirmadas e reafirmadas várias vezes pelo Kauã”, disse o secretário de Segurança Pública, Maurício Martins.
Segundo o secretário de Segurança Pública, Maurício Martins, não havia sinais da presença de outra pessoa e os cães identificaram exclusivamente o cheiro deixado pelas crianças. Ainda segundo ele, as casas da região são usadas para plantio e pesca, e os donos das casas possuem residência fixa em Bacabal. No entanto, a investigação não detalhou se essas pessoas irão prestar depoimento e se serão investigadas.
O secretário explicou ainda que os cães desceram uma ribanceira e circularam perto de um lago durante as buscas. As equipes não encontraram novos vestígios, e o trabalho agora avança para um perímetro maior.
“Os cães farejadores identificaram a presença das três crianças, inclusive como o Kauã descreveu, indicando quem entrou por qual lado da casa. Os três estiveram lá”, disse o secretário.
As buscas pelos irmãos entraram no 13º dia nesta sexta-feira (16). Mais de 500 pessoas entre agentes de forças de segurança e voluntários trabalham nas buscas.
G1 MA



