Nikolas se manifesta sobre uso de avião de Vorcaro: “Não sabia quem era o dono”
Parlamentar utilizou jatinho do dono do Banco Master para fazer campanha para o então presidente Jair Bolsonaro em 2022

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) se manifestou, nesta terça-feira, 3, sobre a reportagem publicada hoje segundo a qual ele utilizou um jatinho do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, para fazer campanha pelo então presidente Jair Bolsonaro (PL) no segundo turno de 2022.
A reportagem, do jornal O Globo, diz que ele usou o avião em pelo menos nove estados e no Distrito Federal ao longo de dez dias. A aeronave foi usada nos deslocamentos da caravana Juventude pelo Brasil, liderada por Nikolas e pelo pastor Guilherme Batista, ligado à Igreja Lagoinha, visando buscar votos em regiões onde o candidato do PT, Lula, foi o mais votado no primeiro turno e tentando reverter o resultado.
Nikolas se manifestou sobre a reportagem por meio de nota. O parlamentar afirma que não sabia quem era o dono do avião na época.
“Esclareço que o voo em questão ocorreu há 4 anos, durante o segundo turno da campanha eleitoral, quando fui convidado para participar de um evento político ‘Juventude pelo Brasil’ e foi disponibilizada uma aeronave para o deslocamento”, inicia Nikolas.
“À época, não tinha conhecimento sobre quem era o proprietário do avião. Minha presença no voo se deu exclusivamente em razão do convite para a agenda de campanha, sem qualquer vínculo pessoal, comercial ou institucional com o dono da aeronave, que posteriormente se soube tratar-se de Daniel Vocaro”.
O congressista prossegue: “Ressalto ainda que, em 2022, o nome citado não era de conhecimento público nem havia qualquer informação que levantasse qualquer tipo de alerta. Mesmo que houvesse a tentativa de identificar o proprietário da aeronave naquele momento, não existia qualquer elemento que indicasse situação irregular ou que justificasse questionamento”.
Daniel Vorcaro é investigado pela Polícia Federal devido a fraudes financeiras envolvendo o Banco Master. Na segunda-feira, 2, o presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), que o colegiado vai pedir esclarecimentos ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), sobre como deve ser feito o compartilhamento das provas oriundas das quebras de sigilos de Vorcaro.
A PF estaria fazendo uma filtragem antes de enviar os dados à CPMI, mas, segundo Viana, a comissão deve ter acesso à íntegra das informações. O senador se reuniu com o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, para pedir esclarecimentos.
O Antagonista



