No PSD, Caiado mira aliança com siglas pequenas e médias do centrão

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, anunciou ontem sua filiação ao PSD, de Gilberto Kassab, na concretização de um movimento para alavancar sua candidatura à Presidência que vinha ganhando corpo nos últimos dias. Sua migração para a legenda foi negociada em um pacote amplo, que já inclui uma coligação com partidos pequenos e médios de centro e centro-direita.
Há meses Caiado vem conversando com dirigentes do Solidariedade e do Podemos. Inicialmente, o plano do goiano era deixar o União Brasil e apostar em uma dessas legendas como destino, mas Kassab o convenceu a ampliar o movimento, trouxe o PSD pro jogo e, no fim da semana passada, selou o acordo.
Para Caiado, o importante é ter a garantia de uma legenda para concorrer —o que recebeu de Kassab. Os maiores partidos do centrão têm dado sinais de que pretendem se abster da disputa presidencial, sem apoiar formalmente o nome de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), principalmente para evitar atrair rejeição nos estados da região Nordeste, onde o lulismo mantém sua maior potência.
Com isso, o tempo reservado pela lei eleitoral à propaganda de rádio e TV a siglas que não tiverem candidato à Presidência será fatiado entre as legendas que lançarem nomes. De saída, portanto, com o PSD e mais duas siglas médias, como Podemos e Solidariedade, Caiado teria uma janela interessante de apresentação ao eleitor.
O movimento do governador de Goiás frustra os planos da família Bolsonaro, que planejava atrair por gravidade pré-candidatos do campo da direita, evitando uma divisão ainda no primeiro turno.
Caiado, dos pré-candidatos do PSD, é o único que já tem time publicidade contratado. Além dele, figuram como nomes da sigla para o planalto os governadores Ratinho Júnior, do Paraná, e Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul.
UOL



