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O Brasil gasta mais dinheiro com viúva de militares do que comprando armas para o exército

O Brasil gasta consideravelmente mais dinheiro com pensões e inativos militares do que com a compra de equipamentos e armamentos para o Exército na ativa. Quase metade do orçamento total da Defesa em 2025 foi destinada a inativos e pensionistas militares.
Comparativo de Gastos

Altos Custos com Pensões: O sistema de pensões militares tem um custo proporcionalmente muito elevado em comparação com o de civis. Auditorias do Tribunal de Contas da União (TCU) e diversos levantamentos apontam que os gastos com inativos e pensionistas consomem uma fatia massiva do orçamento da Defesa, superando, em muito, os investimentos diretos em equipamentos e preparo das tropas.

Privilégios Históricos: Regras históricas, como a pensão vitalícia para filhas solteiras de militares (benefício extinto para novos ingressantes a partir de 2001, mas ainda pago a milhares de beneficiárias atuais), contribuem significativamente para esses valores. Em 2022, aposentadorias e pensões de generais e seus dependentes custaram R$ 3,675 bilhões.

Baixo Investimento em Equipamentos: Proporcionalmente, o Brasil investe uma porcentagem muito menor do seu orçamento de Defesa em equipamentos e tecnologias militares do que outros países, como os EUA, onde a proporção de gastos com pessoal é menor. Em 2023, por exemplo, o orçamento de Defesa destinou R$ 52,8 bilhões para equipamentos e tecnologias, um valor que é superado pelos gastos totais com pensões e inativos.

Em resumo, a estrutura de gastos brasileira no setor de Defesa prioriza desproporcionalmente os custos com pessoal inativo e pensionistas, o que limita os recursos disponíveis para a modernização e o reequipamento das Forças Armadas.
Compactação de matérias do UOL e CNN

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