Opinião

O IBGE e seu mundo paralelo à serviço o ideário Petista

O IBGE comandado por Marcio Pochmann constrói uma imagem de subserviência ideológica em detrimento dos fatos estatísticos, criando péssima reputação que pode comprometer sua credibilidade como principal órgão de pesquisa do país.

Nos últimos dias o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) tem sido palco de exonerações em massa em meio a acusações de perseguição às vésperas da divulgação do PIB de 2025. O problema começou após a saída de Ana Raquel Gomes da Silva, servidora com mais de 40 anos de carreira no IBGE, exonerada da Gerência de Sistematização de Conteúdos Informacionais (Gecoi) em janeiro de 2026. Ela denunciou que a publicação “Brasil em Números” foi usada para propaganda política, e após isso foi exonerada pela chamada “caça às bruxas” da direção do órgão. Pelo menos outros 4 funcionários da instituição entregaram seus cargos depois da exoneração de Ana Raquel, como Rebeca Palis (coordenadora de Contas Nacionais), por decisão da direção do instituto, além de outros servidores também foram exonerados.

Segundo Marcio Pochmann, presidente do IBGE, o órgão está sendo alvo de fake News para não há cunho persecutório a funcionários públicos no órgão de estatística do governo federal e que discordâncias fazem parte de um processo democrático, seja sobre gestão ou qualquer questão. Falou ainda que a rotatividade nos cargos não atrapalha e nem interrompe os trabalhos no órgão, pois a Diretoria de Pesquisa segue com as atividades de cumprimento integral do cronograma do Plano de Trabalho e de divulgações para o ano de 2026.

Talvez Pochmann esteja alheio aos problemas por que passa o IBGE ou prefira fingir normalidade para não encarar o fato do incômodo peso de sua imagem no comando do órgão, já que não é de hoje que seu nome está envolvido em catástrofes políticas e administrativas. Em janeiro de 2025 foi acusado de criar um “IBGE paralelo” ao defender a criação da “Fundação IBGE+”, o que, segundo o sindicato dos servidores, haveria grandes riscos de interferência na independência técnica do órgão e até influenciar as decisões e pesquisas do instituto. Há também, e principalmente, o fato de que está sendo acusado de maquiar dados de pesquisa para beneficiar o governo, justamente o fundamento por trás das exonerações recentes dos servidores da alta cúpula do órgão.

Pochmann foi estrategicamente colocado no cargo de comando pela sua verve ideológica despudorada, pois subserviente aos ditames do comando petista. Quando há exoneração às vésperas da divulgação de informações tão importantes para a economia do país, como o PIB (que aparentemente está em queda) fica mais forte a ideia de que há uma interferência é política no instituto, ainda mais em ano eleitoral. Parece que se quer produzir um “milagre econômico” de fundo de quintal para maquiar números e fazer proselitismo político pró Lula, na qual a vontade da caneta se impõe aos fatos estatísticos. Se isso se confirmar o IBGE perderá ainda mais sua credibilidade, ficará marcado como suspeito de qualquer pesquisa séria, fazendo parte do enxovalhado grupo de entidades a serviço de quem manda…e não a serviço da verdade.

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