Opinião

O Maranhão pode ter um polo forte de oposição na disputa eleitoral em 2026

Com as movimentações dos bastidores alguns nomes já são dados como definitivos, mas o cenário eleitoral se agita com especulações de uma frente robusta de oposição que preocupa concorrentes

O cenário político maranhense começa a se definir para o pleito eleitoral desse ano. Algumas coisas já eram esperadas, mas as surpresas chamam mais a atenção do eleitorado na medida que se levantam nomes na disputa dos cargos, o que alimenta novas prospecções que possam convergir numa coligação forte e com grandes chances de vitória. Na esteira da construção de alianças nomes festejados como definitivos passam a figurar como incertos e outros que até então eram meros coadjuvantes no espetáculo político eleitoral começam a ganhar destaque. De todo modo o tabuleiro da corrida eleitoral no estado apresenta movimentações peculiares a ponto de despertar preocupações que tiram o sono de muita gente.

Nesta segunda-feira (26) o PT-MA indicou o nome da deputada estadual Iracema Vale (PSD) para a disputa para o Senado, de modo a garantir um espaço do PT na chapa de Brandão e não ficar fora da disputa para o Palácio dos Leões. Enquanto isso o atual vice-governador, Felipe Camarão (PT) segue garimpando atenção e respeito nos corredores palacianos e sem saber de fato se vai concorrer para o governo ou não.

Nessa amálgama política ainda sem definição algumas prospecções levantam cenários muito pertinentes, até muito simpáticos ao eleitor, e que podem fazer toda a diferença na corrida eleitoral. Um destes cenários trabalham na aliança entre Lahésio Bonfim e Roberto Rocha – com um possível (e até utópico) beneplácito do prefeito Eduardo Braide – constituindo uma chapa forte e robusta de oposição ao grupo brandonista na disputa pelo governo do Maranhão. São perfis políticos com singularidades históricas bastante ricas, com suas respectivas diferenciações quanto a atuação e com grande inserção do eleitorado de centro-direita no estado que se vê atualmente largada politicamente.

Roberto Rocha é um político já conhecido da política maranhense e do Brasil. Deputado federal por dois mandatos, senador pelo Maranhão e com extensa lista de serviços prestados e obras entregues ao estado quando parlamentar. Possui lastro político invejável, grande experiência legislativa, excelente eloquência e capacidade de articulação política, executor de projetos, com trânsito livre em Brasília e conhecimento enciclopédico da política nacional, Roberto Rocha é reconhecido como representante da primeira classe da política maranhense. Sua volta ao Senado é muito bem vista (como uma espécie de resgate da boa política), além do mais garante a voz ativa da oposição no cenário estadual e nacional.

Lahésio Bonfim é outro grande nome que desperta admiração popular por onde passa. Admirado por uns e odiado por outros, Lahésio consagrou-se como fenômeno eleitoral em 2022, consolidando uma base eleitoral sólida e fiel da ala mais à direita no Maranhão, sobretudo no interior do estado. Ex-prefeito por dois mandatos do municípios de São Pedro dos Crentes, tem um discurso claro e conservador, conta com grande admiração de muitos quadros da política maranhense e do eleitor bolsonarista e do voto de opinião.

Mesmo que descartado o apoio do atual prefeito de capital maranhense (Eduardo Braide) certamente uma frente dessa magnitude composta com Lahérsio e Rocha enfrentará certas adversidades, como a definição de partidos e acomodação de seus líderes, alinhamento dos discursos e, principalmente, a ocupação de espaço (uma vez que o governo Brandão controla grande parte das prefeituras no interior do estado).

Este cenário parece ser bem agradável para a oposição no estado, que pode ser ampliado por conta do desastre governamental que marca a toda a gestão do governo federal. E mais: os péssimos números de nossa economia e demais indicadores conquistados pelo atual governo Lula pode fortificar a oposição em todo o país, catalisando toda a insatisfação coletiva de todos que sofrem com toda esta crise na política econômica brasileira (especialmente daqueles que não gostavam do Bolsonaro e que votaram no PT em 2022).

Lahésio cunhou sua imagem como grande gestor numa cidade pequena, mas que chamou a atenção de todos pelo avanço significativo que sofreu. É indubitável que sua força política nas eleições de 2022 é um ativo de excelência que canaliza intenção dos votos em todo o Maranhão. Ainda há muita coisa para acontecer, pois a dinâmica política é muito volúvel e antes da “dança das cadeiras” em 2027 teremos a “dança das cadeiras” que vai definir os candidatos e as coligações para 2026. Ademais, podemos admitir que esta aliança entre Roberto Rocha e Lahésio Bonfim causa preocupação, ou medo, nos brandonistas, mas agrada fortemente os eleitores de Centro e de Direita. É uma realidade possível que depende de muita conversa e vontade entre as partes.

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