Política

Presidente da CPMI diz que mensagens de Vorcaro chegaram a número do STF e pede afastamento de Moraes

O presidente da CPMI do INSS, senador Viana, afirmou que mensagens atribuídas ao empresário Daniel Vorcaro foram encaminhadas a um número funcional do Supremo Tribunal Federal e defendeu o afastamento do ministro Alexandre de Moraes enquanto o caso estiver sob apuração. A declaração foi dada durante entrevista ao programa Roda Viva na última segunda-feira, 16.

Segundo o parlamentar, o número que aparece nas mensagens corresponde a um contato institucional da Corte. Ele disse que a confirmação foi feita de forma oficial, embora ainda não tenha formalizado pedido ao STF para identificar quem utilizava a linha no momento do envio. Para ele, esse tipo de verificação é essencial em uma investigação aprofundada.

Na entrevista, Viana afirmou que, em situações semelhantes, o afastamento temporário seria uma medida necessária para garantir isenção. Ele também citou o ministro Dias Toffoli e defendeu que ambos deveriam ser investigados, destacando que isso não implica atribuição de culpa, mas sim a necessidade de esclarecimento público. O senador ainda criticou o que chamou de uso indevido de prerrogativas e cobrou atuação da Procuradoria-Geral da República.

As declarações têm como pano de fundo o material obtido pelo jornal O Globo, que reúne registros extraídos do celular de Vorcaro por meio de software capaz de exibir mensagens e arquivos de forma integrada. No conteúdo analisado, aparecem o nome e o número associados a Alexandre de Moraes, embora o telefone tenha sido ocultado nas publicações para preservar dados pessoais.

O ministro negou ter recebido qualquer mensagem. Em nota, informou que a análise do conteúdo apreendido não encontrou correspondência entre as mensagens enviadas e os contatos armazenados em seus aparelhos.

O caso também envolve o ministro Dias Toffoli, que recentemente deixou a relatoria de investigações relacionadas ao Banco Master após pressão pública. Antes disso, ele havia confirmado participação societária em empresa ligada a negociação de empreendimento no Paraná, afirmando que todas as transações foram declaradas e negando qualquer recebimento de valores do banqueiro ou de pessoas próximas.

A relatoria do processo foi redistribuída e passou ao ministro André Mendonça, enquanto o caso segue sob análise e amplia a tensão em torno das investigações que envolvem integrantes da Corte.

 

O Informantebamcob

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