Polícia

Presidente do Rioprevidência é alvo da PF por aporte de R$ 1 bi no Master

O presidente do Rioprevidência (Fundo Único de Previdência Social do Estado do Rio de Janeiro), Deivis Marcon Antunes, é alvo de busca e apreensão da Polícia Federal nesta sexta-feira, na operação Barco de Papel, que investiga aportes de quase R$ 1 bilhão da autarquia no banco Master, liquidado pelo Banco Central em novembro do ano passado.

São cumpridos quatro mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro, expedidos pela 6ª Vara Federal Criminal do estado. Endereços ligados a Antunes são alvo da PF, mas a coluna apurou que ele está fora do Brasil.

Além dele, os mandados são contra o diretor de investimentos do Rioprevidência, Euchério Lerner Rodrigues, e o ex-gerente de investimentos Pedro Pinheiro Guerra Leal, exonerado em dezembro após recomendação do MPRJ (Ministério Público do Rio de Janeiro).

Um dos mandados é cumprido na própria sede do Rioprevidência. A folha de pagamento do governo do estado do Rio tem 421.793 servidores, sendo 177.925 funcionários ativos e 84.385 pensionistas.

Segundo a PF, a ação investiga a “suspeita de operações financeiras irregulares que expuseram o patrimônio de autarquia responsável pela gestão das aposentadorias e pensões dos servidores públicos do estado do Rio de Janeiro a risco elevado e incompatível com sua finalidade”.

De acordo com a PF, a investigação começou em 2025 e mira “um conjunto de nove operações financeiras, realizadas entre novembro de 2023 e julho de 2024, que resultaram na aplicação de aproximadamente R$ 970 milhões de recursos pertencentes à autarquia em Letras Financeiras emitidas por banco privado”.

A operação de hoje apura crimes contra o sistema financeiro nacional, como gestão fraudulenta, desvio de recursos, indução a erro em repartição pública e fraude à fiscalização ou ao investidor, além de associação criminosa e corrupção passiva.

A investigação, diz a PF, teve o apoio da Secretaria de Regime Próprio e Complementar do Ministério da Previdência Social (SPREV/MPS).

O Master teve suas operações interrompidas em 18 de novembro, dia em que também foi deflagrada a operação Compliance Zero, da PF.

O dono do banco, Daniel Vorcaro, foi preso no mesmo mês e solto dias depois, após a aplicação de medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica.

Vorcaro é suspeito dos crimes de gestão fraudulenta de instituição financeira, emissão de títulos falsos, fraude contra investidores e outros crimes contra a ordem financeira.

UOL

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