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Brasileiros nos EUA pedem ajuda para voltar, diz cônsul: ‘Não têm segurança’

A cidade de Minneapolis, no estado americano de Minessota, vive um clima de apreensão após o início de uma operação conduzida por agentes federais de imigração que resultou na morte de cidadãos americanos

A cidade de Minneapolis, no estado americano de Minessota, vive um clima de apreensão após o início de uma operação conduzida por agentes federais de imigração que resultou na morte de cidadãos americanos.

Os incidentes geraram indignação e desencadearam protestos em todo o país.

Em meio a essa tensão, a comunidade brasileira tem se envolvido diretamente, não apenas buscando informações e ajuda consular, mas também observando de perto os efeitos dessas políticas sobre famílias, trabalhadores e toda a vida social da cidade.

A professora de Direitos Humanos e cônsul honorária do Brasil em Minnesota, Kathya Cibelle Dawe, que está nos Estados Unidos há 16 anos, conta como o cenário atual transformou a sensação de segurança e mobilizou redes de solidariedade entre imigrantes e cidadãos locais.

Dawe observa que o medo “vai além de quem não tem documentos”: famílias inteiras, trabalhadores que não podem trabalhar remotamente e estudantes vivem um estresse constante por enfrentar abordagens de agentes federais.

“Existe uma tensão permanente. Pessoas que sempre circularam livremente agora pensam duas ou três vezes antes de sair de casa”, diz.

Critérios ilegais de detenção e princípios legais ignorados
A operação em Minneapolis foi justificada oficialmente pelo governo federal como uma resposta a supostas fraudes em programas sociais que envolveriam comunidades somalis na região.

Mas Dawe esclarece que esse tipo de investigação não é atribuição principal do Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE) e que, na prática, o foco tem sido detenções em massa e medidas agressivas que resultaram inclusive na morte de civis, Renee Good e Alex Pretti.

UOL

 

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