Trump diz que deputada democrata agredida deveria ser deportada ou presa
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, atacou hoje a deputada democrata Ilhan Omar, dizendo que ela deveria ir para a cadeia ou ser deportada para a Somália.

O que aconteceu
O ataque ocorre na mesma semana em que um homem foi preso por jogar um líquido com odor fétido na deputada. Ela foi agredida durante um discurso contrário as ações do governo federal no estado de Minneapolis, onde duas pessoas morreram em ações do ICE (Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA).
A ‘golpista’ Ilhan Omar e seus amigos absolutamente desprezíveis da Somália deveriam estar todos na cadeia agora ou, pior ainda, deveriam ser deportados para a Somália.
– Donald Trump
A congressista tem feito discursos condenando as ações de agentes do ICE em Minnesota. Trump disse ainda na Truth Social, sem apresentar provas, que o governador do estado, o democrata Tim Waltz, é o funcionário público mais “corrupto” da história ou o mais “incompetente”.

Esta não é a primeira vez que o presidente ataca sua adversária política. “Ilhan Omar é um lixo”, disse o republicano durante uma reunião de gabinete em dezembro. “Ela é um lixo. Os amigos dela são um lixo”, acrescentou, criticando também sua nacionalidade somali.
Minnesota vive crise com atuação do ICE. Milhares têm participado de protestos. Em meio a crise no estado, nesta semana, o presidente republicano tentou amenizar o tom e disse querer “reduzir um pouco” a tensão. No entanto, já recuou do tom conciliador ao acusar o prefeito da cidade, Jacob Frey, de estar “brincando com o fogo” por ter se recusado a cumprir as leis federais de imigração.
Frey e Waltz têm denunciado a operação como “irresponsável” e exigem seu fim completo. Minneapolis, no estado de Minnesota, no norte do país, foi o principal palco dos confrontos. A cidade segue abalada pela morte do enfermeiro Alex Pretti no sábado passado e pela de Renee Good, que morreu em 7 de janeiro, também baleada por agentes da polícia de imigração.
As ações em Minnesota levaram Trump a reorganizar as ações anti-imigração. Ele mudou a hierarquia dos agentes de imigração mobilizados no estado e substituiu o polêmico Greg Bovino, conhecido por se deleitar com operações agressivas e televisionadas de imigração, por Tom Homan, mais focado em políticas públicas.
UOL



