Um ecossistema chinês tem crescido no Nordeste brasileiro, com os aplausos silenciosos da esquerda brasileira
Com poderosos investimentos a China busca aumentar o domínio comercial no Brasil a partir da região nordestina, agradando a horda esquerdista e criando clima desagradável sobre a soberania brasileira

A China tem feito altíssimos investimentos no Nordeste do Brasil com apoio massivo do governo federal. O país de Xi Jinping aportou seus tentáculos imperialistas de maneira feroz e a preço bem alto, onde a cifra já ultrapassa R$ 90 bilhões só em infraestrutura na região. Há quem diga se tratar da construção de um império chinês dentro do território brasileiro. Tudo isso feito travestido pelo discurso do desenvolvimento comercial e com muitos acordos que vão desde de isenção fiscal a contratação de mão de obra nacional.
O modus operandi é simples: a China constrói portos, instala fábricas, produz energia e, especialmente, garante a logística para a exportação de sua produção. Vilas habitacionais gigantescas são construídas para alocar trabalhadores para o campo industrial chinês e atender a produção. Mas por que esse investimento todo no Nordeste? A resposta é mais simples do que parece: a região tem energia renovável (solar e eólica) abundante e barata, já que as localidades mais próximas do litoral nordestino ventam muito e nas demais regiões o sol é praticamente o ano todo; a mão de obra é mais acessível que do sudeste e sul do país; e por último a questão da posição estratégica no Atlântico (de frente para a África e Europa), ou seja, rotas diretas para os dois continentes que a China quer dominar antes dos EUA.
Um exemplo desse avanço comercial estratégico da China é a recente inauguração de uma fábrica de veículos elétricos da montadora chinesa BYD, em Camaçari-BA. Foram mais de 3 bilhões de reais investidos apenas pela BYD, onde a expectativa é gerar cerca de 20 mil empregos diretos e indiretos. Detalhe: a fábrica está em funcionamento parcial desde julho de 2025, e já emprega mais de 1500 trabalhadores. A China já está construindo na mesma Bahia a maior ponte da América Latina, cujo valor chega a mais de 11 bilhões de reais.
No Maranhão a chinesa State Grid Corporation of China, que atua no atua no Brasil desde 2010 como State Grid Brazil Holding (SGBH), está investindo 18 bilhões de reais em linhas de transmissão de energia. No Ceará a também chinesa ByteDance (dona do TikTok e líder em IA generativa e que opera outras plataformas como CapCut e Lark) vai construir um datacenter de 55 bilhões de reais. A sanha comercial chinesa não para! No Piauí a CGN (China General Nuclear Power Group) vai investir cerca de 3 bilhões de reais na construção de novos complexos híbridos de energia renovável (solar e eólico) e sistemas de armazenamento. Em Alagoas a estatal chinesa Baiyin Nonferrous assumiu a Mineração Vale Verde (MVV) por cerca de R$ 2,4 a 2,8 bilhões, consolidando o controle da produção de cobre na região. Na Paraíba está em construção um radiotelescópio (chamado de BINGO) instalado na Serra do Urubu, em Aguiar, no sertão da Paraíba, em parceria entre Brasil e China (inclusive citado em relatório de comitê do Congresso dos Estados Unidos como instrumento de espionagem da China na América Latina).
É sabido que todo este investimento não vai dar lucro imediato e nem mesmo a médio prazo. Analistas apontam que este poderoso investimento chinês é algo a ser, digamos, cobrado a longo prazo e a um custo muito, mas muito alto. Não sabemos quem vai estar no comando do país quando esta conta chinesa chegar, mas é quase certo de que vai recair no lombo da população brasileira, em especial do Nordeste.



