VÍDEO – Comerciantes denunciam furtos e depredação no Mercado Central de São Luís
Fechado há três meses para reforma, prédio histórico está sem tapumes e sem identificação de obra; vídeos flagraram retirada de portões e grades.

SÃO LUÍS – Fechado há cerca de três meses sob a promessa de reforma, o Mercado Central de São Luís passou a enfrentar um problema diferente do anunciado: a retirada constante de estruturas e materiais do prédio.
Comerciantes que trabalhavam no local afirmam que o espaço virou alvo frequente de ações irregulares. Segundo eles, portões, grades, partes do telhado e estruturas metálicas vêm sendo levados sem qualquer tipo de controle visível.
Imagens encaminhadas à TV Mirante mostram pessoas atuando durante o dia, utilizando escadas para alcançar pontos mais altos do imóvel e remover peças da construção.
Um dos principais pontos levantados pelos comerciantes é a ausência de medidas básicas de segurança. Mesmo com a previsão de obras, o mercado não foi cercado por tapumes nem possui placas indicando informações sobre a reforma.
Na prática, o acesso ao prédio permanece livre.
Essa falta de isolamento, segundo relatos, abriu caminho para a retirada contínua de materiais – situação que já dura semanas.
Movimentação diária levanta dúvidas
Quem trabalha nas proximidades relata que há movimentação quase todos os dias dentro do mercado. Homens entram no prédio, quebram partes da estrutura e retiram materiais, mas sem qualquer identificação ou padrão que indique vínculo com obra oficial.
Outro ponto que chama atenção é um caminhão que costuma estacionar ao lado do mercado, também sem identificação.
Além disso, as pessoas vistas no local não utilizam equipamentos de proteção, o que reforça a suspeita de que não se trata de uma intervenção formal.
Sensação de abandono
Sem fiscalização aparente, cresce entre os comerciantes o receio de que o prédio esteja sendo desmontado de forma gradual.
Há ainda relatos de que o espaço vem sendo utilizado como abrigo durante a noite, o que aumenta a preocupação com segurança na região.
Alguns feirantes reconhecem que, no início da desocupação, retiraram pequenas partes da estrutura. No entanto, afirmam que a maior parte do que desapareceu ocorreu depois, já com o mercado fechado.
iMirante



