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VÍDEO-Devido à crise, cada vez mais argentinos estão atravessando a fronteira para trabalhar no Brasil.

A falta de emprego e os baixos salários levam os jovens de Corrientes e Misiones a trabalhar como diaristas rurais nas colheitas de uva e maçã.

As províncias de Corrientes e Misiones estão vivenciando um fluxo sem precedentes de jovens que atravessam a fronteira para o Brasil em busca de trabalho como lavradores. Esse fenômeno, agravado pela crise em setores-chave como a produção de erva-mate, tornou-se visível nas imagens das longas filas nos portos fluviais ao longo do rio Uruguai.

As cidades de San Javier, Alba Posse e El Soberbio servem como principais pontos de partida para os ferries que ligam ao Rio Grande do Sul. O principal objetivo dos trabalhadores é encontrar emprego nas colheitas de uva e maçã, que atualmente vivenciam o pico da demanda por mão de obra.

Prefeitos de diversas cidades fronteiriças concordam que o principal fator por trás dessa migração é a falta de empregos reais e a erosão da renda local. Segundo líderes do setor, um êxodo de trabalhadores dessa magnitude para o país vizinho nunca foi visto antes.

Depoimentos coletados na região fronteiriça refletem uma profunda crise na produção primária. A disparidade cambial e a maior rentabilidade do trabalho em reais atraem jovens entre 20 e 24 anos que, em muitos casos, estão tendo sua primeira experiência profissional no exterior.

“Esses trabalhos geralmente acontecem em certas épocas do ano, mas nunca na escala que vimos no último ano, com a queda da atividade econômica. Antes, só jovens iam. Agora vemos pessoas de 40 e 50 anos indo para o Brasil em busca de trabalho por causa da difícil situação econômica que estamos vivenciando”, disse o jornalista Freddy Frank a Gustavo Sylvestre no programa Minuto Uno.

C5N Argentina

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