Justiça

Vorcaro pediu para Operação Carbono Oculto ir para o STF, mas Justiça negou

A Justiça de São Paulo, nas esferas federal e estadual, negou os pedidos do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master, para enviar para o ministro Dias Toffoli, do STF (Supremo Tribunal Federal), parte das investigações da Operação Carbono Oculto e da Quasar que pudessem envolver ele ou o banco. O inquérito está sob sigilo.

O que aconteceu
Justiça em primeira instância entende que não há vínculo com investigações sobre o negócio do Master com o BRB. As operações Carbono Oculto e Quasar, feitas pela PF (Polícia Federal), apuram crimes financeiros e lavagem de dinheiro envolvendo o PCC, gestoras da Faria Lima e o setor de combustíveis. A Carbono Oculto tramita na Justiça estadual paulista, e a Quasar na Justiça Federal em São Paulo.

Juízes de primeira instância não viram conexão de Vorcaro e do Master com estes episódios. Eles seguiram o entendimento do Ministério Público de que as investigações miram outros personagens e não apontaram suspeitas contra Vorcaro.

Juízes também pontuaram que não há menção a autoridades com foro privilegiado. Pelo menos, até o momento. As decisões negando o pedido para os casos subirem para a Suprema Corte foram assinadas em 19 de dezembro.

A Operação Quasar encontrou diálogos de um dos investigados com menções ao Banco Master e a Vorcaro. Neste caso, a PF apontou suspeitas de crimes financeiros e lavagem de dinheiro nas conversas de celular entre um funcionário de uma gestora de fundos e um intermediário de Vorcaro, que não é identificado. A Quasar investiga atuação de gestoras da Faria Lima para blindar patrimônio e lavar dinheiro para organizações criminosas, incluindo o PCC.

Para juiz, houve “encontro fortuito” de provas. Esses diálogos foram compartilhados com outro inquérito e, segundo o juiz da 7ª Vara Federal de São Paulo, caberia ao magistrado desta outra investigação decidir se remete o caso ao STF.

A defesa de Vorcaro citou decisão de Toffoli e reportagens para pedir o envio dos casos para o STF. No ano passado, o ministro decidiu concentrar a investigação da Operação Compliance Zero e eventuais casos conexos no STF. Defesa argumentou que se houvesse ligação do banco ou de Vorcaro com estas investigações isso deveria subir ao STF.

UOL

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