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Irã ataca mega fundições de alumínio enquanto países tentam conter guerra em reunião emergencial

O conflito no Oriente Médio ganhou novos contornos neste domingo (29), após o Irã assumir a responsabilidade pelos ataques a duas das maiores fundições de alumínio do mundo, localizadas no Bahrein e nos Emirados Árabes Unidos. A ofensiva, que deixou dois funcionários levemente feridos, reacendeu o temor de um impacto significativo na economia global, já pressionada por um mês de confrontos na região.

Segundo a Guarda Revolucionária iraniana, as duas empresas atacadas desempenham “um papel importante no fornecimento para as indústrias militares americanas, graças aos investimentos dos Estados Unidos”. Teerã afirma que a ação foi uma resposta direta aos bombardeios conduzidos por Estados Unidos e Israel contra a infraestrutura industrial iraniana nos últimos dias.

Novos ataques e mortes próximas ao Estreito de Ormuz
Na manhã deste domingo, a tensão aumentou ainda mais com novos ataques aéreos no porto iraniano de Bandar Khamir, nas proximidades estratégicas do Estreito de Ormuz. Segundo a agência estatal IRNA, cinco pessoas morreram e quatro ficaram feridas.

Imagens mostram sala de fábrica destruída após explosão que deixou funcionário ferido em Alumínio | G1

A região continuou sob pressão: múltiplos ataques com mísseis e drones foram relatados em diferentes pontos do país, e uma série de explosões ecoou pela capital, Teerã. A Guarda Revolucionária ameaçou atacar universidades americanas no Oriente Médio, após bombardeios inimigos terem danificado duas instituições iranianas.

A emissora Al Araby, do Catar, informou que um míssil israelense atingiu o prédio onde funciona sua sucursal em Teerã. As imagens divulgadas mostram janelas estilhaçadas, escritórios destruídos e ruas cobertas de destroços. O Irã acusou Israel de ter assassinado deliberadamente três jornalistas libaneses no sábado, ampliando o tom de confrontação.

Israel sob alerta e repressão a protestos
Em Israel, o exército anunciou que mísseis iranianos estavam a caminho do território e orientou os moradores das áreas ameaçadas a buscarem abrigo imediatamente. As Forças de Defesa de Israel também confirmaram a morte “em combate” de um soldado de 22 anos no sul do Líbano — o quinto desde a retomada das hostilidades com o Hezbollah, grupo aliado ao Irã.

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Em Tel Aviv, manifestações antiguerra foram reprimidas pela polícia na noite de sábado. Centenas de pessoas haviam se reunido em um protesto não autorizado contra a escalada militar.

Durante a madrugada, Kuwait e Emirados Árabes Unidos relataram novos ataques com drones e mísseis iranianos, indicando que a ofensiva de Teerã se estende para além do eixo principal do conflito.

Diplomacia tenta conter a escalada
Em paralelo ao agravamento militar, autoridades da Turquia, Paquistão, Egito e Arábia Saudita se reúnem hoje e amanhã em Islamabad para “discussões aprofundadas” voltadas a evitar uma ampliação ainda maior da guerra.

Enquanto isso, o Washington Post revelou que, segundo autoridades americanas, o Pentágono estaria se preparando para operações prolongadas em solo iraniano, com previsão de durar semanas.

Na Síria, o vice-ministro da Defesa informou que o país derrubou quatro drones lançados do Iraque, neste domingo. Segundo ele, os alvos eram instalações militares americanas no nordeste do território sírio, incluindo a base de Qasrak. Os drones foram abatidos sem deixar vítimas.

O presidente do parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghaliba, afirmou neste domingo que Washington está preparando um ataque terrestre, apesar dos esforços diplomáticos.

 

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