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EUA retomam bombardeios ao Irã após mortes de militares na Jordânia

EUA voltaram a bombardear o Irã neste sábado (18) após a morte de dois militares americanos e o desaparecimento de outro em um ataque à base dos EUA na Jordânia.

O que aconteceu
Comando Central dos EUA (CentCom) disse que os ataques aéreos começaram às 19h (horário de Brasília), por ordem do presidente Donald Trump. “Os ataques visam reduzir ainda mais a capacidade do Irã de ameaçar a navegação comercial no Estreito de Hormuz e punir rapidamente as forças da Guarda Revolucionária Islâmica que lançaram ataques contra militares americanos na Jordânia na noite passada”, afirmou o comando.

Esta foi a oitava noite seguida de bombardeios americanos contra o Irã, segundo o CentCom. De acordo com a mídia estatal iraniana, ataques recentes atingiram usinas elétricas e instalações de dessalinização na província de Hormozgan, no sul do país.

Agência de notícias iraniana Mehr relatou que houve um ataque perto de Sirik, no sul do Irã. A agência afirmou que não havia relatos de vítimas ou de danos à infraestrutura.

CentCom informou que, em 17 de julho, dois militares dos EUA na Jordânia morreram e um foi dado como desaparecido após um ataque com mísseis e drones. “Em 17 de julho, dois membros das forças armadas dos EUA na Jordânia foram mortos em ação enquanto o Comando Central dos EUA e forças parceiras se defendiam contra ataques com mísseis balísticos iranianos e drones. Além disso, um membro das forças armadas está atualmente desaparecido em ação”, diz o comunicado.

Comando também afirmou que quatro militares foram levados a hospitais jordanianos e já receberam alta. “Quatro membros das forças armadas americanas foram levados para hospitais jordanianos. Eles já foram liberados desde então. Outros militares que foram avaliados por ferimentos leves retornaram ao serviço”, diz a nota.

Troca de ataques após cessar-fogo romper em junho
Teerã e Washington intensificaram ações militares desde o naufrágio do acordo de cessar-fogo assinado em junho. O líder supremo do Irã, aiatolá Mojtaba Khamenei, pediu unidade nacional e acusou os EUA de descumprirem compromissos assumidos.

Khamenei afirmou nas redes sociais que a assinatura de um presidente americano não tem credibilidade. “A repetida violação dos compromissos do Grande Satã em relação ao acordo, mais uma vez, revelou a verdade: a assinatura do presidente dos Estados Unidos tem tão pouco valor e credibilidade quanto as palavras e a conduta enganosas, traiçoeiras e brutais do regime americano”, escreveu.

Irã também anunciou que suspendeu compromissos assumidos no cessar-fogo de junho. Em paralelo, o CentCom disse que vinha atacando instalações de vigilância, infraestrutura logística militar, depósitos subterrâneos de armas e capacidades marítimas iranianas.

IRNA afirmou que uma usina de dessalinização foi destruída e outra danificada na ilha de Qeshm, no Estreito de Hormuz. Segundo a agência, a destruição interrompeu o abastecimento de água para cerca de 10 mil pessoas.

Em resposta, o Irã lançou ataques contra aliados de Washington no Golfo. A Guarda Revolucionária Islâmica afirmou ter atacado um centro de apoio militar dos EUA no Campo Arifjan e destruído uma instalação de radar na Base Aérea de Ali Al Salem, no Kuwait.

 

 

Reuters/Al Jazeera

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