Doutrinação ideológica e o analfabetismo funcional da Paidéia brasileira
Estudo mostra que material didático distribuído na rede pública possui viés ideológico de esquerda, distorcendo fatos e comprometendo a qualidade de ensino em sala de aula

Um estudo realizado pela Fundação Instituto de Administração da Universidade de São Paulo (FIA USP) em parceria com a associação De Olho no Material Escolar apontou a existência de falhas graves no material didático distribuído na rede pública de ensino brasileiro. Há claras distorções conceituais e, sobretudo, ideológicas no conteúdo dos livros que confundem o entendimento dos assuntos trabalhados em sala de aula.
O material distribuído pelo governo federal constitui na maior compra do gênero no mundo, chegando acerca de 2 bilhões de reais anuais dos pagadores de impostos. A análise técnica realizada em todo esse material comprovou que apenas 4% dos conteúdos possuem base científica e respectiva comprovação de fonte. O restante, cerca de 96% foram consideradas doutrinação, sobretudo contra o agronegócio brasileiro, despertando forte preocupação da associação De Olho no Material Escolar e nos pais dos alunos.
Segundo a presidente da associação Letícia Jacinto, muitos questionamentos surgem e colocam intensa suspeita a credibilidade e qualidade do Programa Nacional do Livro Didático, o PNLD. “A pergunta que a gente fazia enquanto pais, antes de montar a associação, era de ‘porque será que estão escrevendo isso?’, ‘da onde tiraram isso?’, ‘como que a gente prova que isso é real?’, disse. Letícia conta também que ficou perplexa com a uma redação da própria filha a ser apresentada na escola em que estava escrito “eu sou uma índia! […] os produtores rurais entraram nas minhas áreas, destruíram toda a floresta, mataram todo mundo, houve um genocídio, meus pais se suicidaram, eu vivo sozinha desde os nove anos!”. A filha disse que sabia que o que escreveu estava errado, mas tinha que usar aquelas palavras, ratificando que havia sim uma linha ideológica trabalhada nas escolas comprometendo a formação e qualidade de ensino e isso levou a entidade a auditar o material escolar distribuído pelo governo federal.
O novo Plano Nacional de Educação em vigência tem como um de seus colaboradores entidades como MST, CUT, UNE e associações LGBT, todas com inclinação ideológica de esquerda. Parece haver um acordo obscuro entre políticos, entidades de classe e os sindicatos de professores em não enxergar o problema e optar pelo velho proselitismo político para ganhar corações de eleitores incautos. Tudo isto acaba por reforçar a intenção do governo federal para formar militantes à Esquerda no país, o que justifica ainda o porquê de combaterem o homeschooling.
Por exemplo, o Fórum Nacional de Educação publicou recentemente uma nota formalizando seu repúdio à regulamentação do homeschooling (ensino domiciliar) no Brasil, com a justificativa rasteira de defesa da escola como um ambiente inclusivo, equitativo, de qualidade, de socialização e proteção de crianças e adolescentes, reafirmando um tal “compromisso com os princípios constitucionais democráticos que regem o país”. Para além das terminologias baratas que entoam cartazes militantes, na prática isto é mais um exemplo da infiltração ideológica nos setores de Poder que decidem os rumos do país, em especial a educação.
O problema da doutrinação ideológica nas salas de aula do Brasil (principalmente na educação pública, mas também na educação privada) não é surpresa alguma, pois há pelo menos 20 anos que professores e especialistas estão denunciando tais investidas na cabeça dos alunos. Seguimos ocupando as piores colocações nos testes internacionais de educação, nossas universidades continuam formando 50% de analfabetos funcionais e a evasão escolar continua assolando nossa educação básica.
Talvez se mudarmos nossa classe política podemos pleitear algum avanço na qualidade de ensino do país. Até lá continuaremos o país da eterna promessa, ou… da piada pronta!



