
SÃO LUÍS – A Polícia Federal realizou, nesta quarta-feira (1º), a Operação Ghost Account, em São Luís, para investigar crimes de exploração sexual infantojuvenil praticados por meio de plataformas digitais. Durante a ação, os policiais cumpriram um mandado de prisão preventiva e um mandado de busca e apreensão contra um investigado.
Segundo a PF, o suspeito é investigado por produzir e compartilhar material de exploração sexual infantojuvenil na internet. A identidade dele não foi divulgada pela corporação.
Operação Ghost Account apreendeu aparelhos eletrônicos
Durante o cumprimento das ordens judiciais, a Polícia Federal apreendeu aparelhos eletrônicos que serão submetidos à perícia. A análise dos equipamentos deve ajudar no avanço das investigações, além de auxiliar na identificação de possíveis vítimas e de outros envolvidos no crime.
A PF não informou detalhes sobre o andamento da investigação nem divulgou outros dados sobre o suspeito preso durante a Operação Ghost Account.
PF orienta pais e responsáveis sobre segurança digital
Em nota, a Polícia Federal reforçou a importância da prevenção e orientou pais e responsáveis a acompanharem o uso da internet por crianças e adolescentes. A medida, segundo a corporação, pode reduzir riscos e ajudar na proteção de possíveis vítimas de exploração sexual infantojuvenil.
Entre as orientações repassadas pela PF estão:
- acompanhar o uso de celulares, computadores e redes sociais;
- manter diálogo aberto sobre segurança no ambiente digital;
- orientar crianças e adolescentes a comunicarem situações suspeitas;
- observar mudanças de comportamento relacionadas ao uso da internet.
Termos sobre violência sexual contra crianças
A Polícia Federal destacou ainda que, embora o termo “pornografia” ainda conste no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), organismos internacionais têm adotado, preferencialmente, as expressões “abuso sexual de crianças e adolescentes” ou “violência sexual contra crianças e adolescentes”.
Segundo a corporação, esses termos representam com mais precisão a gravidade dos crimes relacionados à exploração sexual infantojuvenil e evitam interpretações inadequadas sobre a natureza da violência praticada contra crianças e adolescentes.
iMirante



