
As eleições gerais no Brasil foram um dos temas da conversa do presidente Lula com Donald Trump por telefone nesta sexta-feira (21/8).
Segundo fontes do governo brasileiro ouvidas sob reserva, o líder americano perguntou a Lula sobre como estava o cenário eleitoral no País.
O mandatário brasileiro, então, respondeu que há vários candidatos na disputa e ressaltou que o sistema eleitoral brasileiro é “muito confiável”.
Um dos pontos altos da conversa, contudo, foi quando Trump disse a Lula que os Estados Unidos não irão se envolver nas eleições no Brasil.
A afirmação de Trump foi confirmada à coluna por pelo menos duas fontes do governo brasileiro. Uma delas acompanhou a ligação entre os presidentes.
Outros bastidores
O telefonema, como a coluna noticiou mais cedo, foi feito por Lula diretamente do Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República.
Na conversa, como a coluna noticiou mais cedo, Lula brincou com Trump e afirmou que os dois se gostam e, por isso, não precisam de intermediários.
O presidente brasileiro estava acompanhado de ao menos quatro auxiliares:
- O chanceler Mauro Vieira;
- Laércio Portela, secretário de imprensa da Presidência;
- O ex-chanceler Celso Amorim, atual chefe da assessoria internacional de Lula;
- E o embaixador Audo Faleiro, assessor especial do presidente.
A iniciativa da ligação partiu de Lula para tratar de três temas: o tarifaço sobre produtos brasileiros, o combate ao crime organizado e os conflitos globais.
Na avaliação de interlocutores de Lula, a conversa, que teve uma hora e 20 minutos de duração, “reabriu o contato de alto nível” entre os dois presidentes.
Auxiliares de Lula afirmam que a ligação não teve como objetivo contrapor os ataques do Departamento de Estado dos Estados Unidos ao Brasil.
De acordo com os relatos, Lula solicitou a ligação diante da escalada de conflitos globais, os quais, na avaliação do presidente brasileiro, afetam todos os países.
Lula já havia conversado com os presidentes da China, Xi Jinping, e da Rússia, Vladimir Putin, que, assim como Trump, lideram países que integram o Conselho de Segurança da ONU.
Metrópoles



