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Quais são os países mais endividados com o FMI no mundo

Os valores indicados pelo FMI são medidos em SDR (Special Drawing Rights ou Direitos Especiais de Saque), que funcionam como a unidade de conta oficial da instituição.

A Argentina segue como o país que mais deve ao Fundo Monetário Internacional em um momento de retração econômica e perda de atividade industrial sob o governo de Javier Milei.

A posição do país no ranking chama atenção pela distância em relação aos demais. Segundo dados do FMI, os maiores devedores são:

  • Argentina: 41,8 bilhões de SDR
  • Ucrânia: 10,7 a 10,9 bilhões de SDR
  • Egito: 7,2 a 7,4 bilhões de SDR
  • Paquistão: 7,1 a 7,2 bilhões de SDR
  • Equador: 7,0 a 7,2 bilhões de SDR
  • Costa do Marfim: 3,6 bilhões de SDR
  • Quênia: 2,9 bilhões de SDR
  • Bangladesh: 2,8 bilhões de SDR
  • Gana: 2,8 bilhões de SDR
  • Angola: 2,4 bilhões de SDR

Segundo o relatório do FMI de abril,  os cinco países aparecem no ranking porque o Fundo destaca aquilo que chama de “maiores exposições” — ou seja, os casos em que há maior volume de crédito em aberto no momento.

Esse recorte é uma lista dos principais focos de risco e concentração da carteira do FMI. A diferença é que “exposição” não inclui apenas o tamanho da dívida, mas também o peso relativo daquele país dentro do total emprestado pelo Fundo.

Por isso o relatório para nos cinco primeiros: são eles que concentram a maior parte dos recursos e, consequentemente, a maior atenção do organismo.

Economia em queda

Os dados recentes mostram deterioração da atividade. A economia caiu 2,1% em fevereiro, enquanto a produção industrial recuou 8,7%, com retração generalizada entre os setores.

O aumento das importações também pressiona a indústria local, reduzindo a produção interna.

Saída de fábricas

Esse cenário já se reflete nas decisões empresariais. A Whirlpool confirmou o fechamento da unidade em Pilar e a transferência da produção para o Brasil.

A mudança reduz a base industrial do país e reforça a tendência de esvaziamento produtivo.

Com dívida elevada, atividade em queda e perda de fábricas, a Argentina permanece no centro das atenções do FMI, sem sinais claros de reversão no curto prazo.

Você pode conferir o levantamento completo dos países com crédito Pendente no FMI aqui.

O Brasil quitou integralmente a sua dívida com o Fundo Monetário Internacional (FMI) em dezembro de 2005

Detalhes da Quitação
  • Anúncio e Pagamento: O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva antecipou em dois anos o pagamento de US$ 15,5 bilhões que venceriam até 2007. 
  • Economia: A medida gerou uma economia expressiva no pagamento de taxas de juros. 
  • Mudança de Status: Com a quitação total dos débitos acumulados, o país encerrou o ciclo de dependência de empréstimos do Fundo e, anos depois, passou a figurar como credor da instituição.

*Os valores estão expressos em SDR (Direitos Especiais de Saque), unidade utilizada pelo Fundo Monetário Internacional para calcular empréstimos e dívidas. O SDR não é uma moeda corrente, mas um ativo baseado em uma cesta de moedas fortes, como dólar, euro e yuan, e seu valor pode variar ao longo do tempo.

FMI/GPT

 

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