BrasilPolítica

Ato da direita reúne 47 pessoas na Paulista: ‘Carregamos país nas costas’

Confusões marcaram hoje o ato bolsonarista na avenida Paulista. Duas mulheres foram escoltadas pela polícia após agressão e xingamentos de manifestantes.

O que aconteceu
Ato foi realizado na avenida Paulista a partir das 11h. Discursos e cartazes foram pautados pela anistia aos condenados pelo 8 de janeiro.

Por volta das 13h30, houve a primeira confusão. Érica Borges, 19, passou pelo grupo e gritou “sem anistia”. Na sequência, foi ofendida e ameaçada por manifestantes.

Cerca de uma hora depois, outra jovem passou pelos manifestantes e mostrou o dedo do meio. Ela foi puxada por manifestantes e empurrada por um homem. Caiu no chão e machucou a orelha.

A mulher, que não quis se identificar, foi escoltada pela polícia até a saída do ato. Ela pediu para fazer um boletim de ocorrência e foi conduzida pelas autoridades.

Como foi o ato
Cerca de 50 pessoas se reuniram na avenida Paulista hoje às 12h20 em uma manifestação em apoio às pautas da direita. Às 15h, a reportagem contou 80 pessoas. Ato começou as 11h e deve terminar às 17h.

O ato foi organizado pelo grupo Patriotas do QG, que “reservou” a avenida Paulista dois anos antes. O grupo tem 4.000 seguidores no Instagram.

Centrais sindicais pediram para fazer manifestação no mesmo local, mas PM negou devido a pedido anterior do grupo de direita. Intersindical e CSP-Conlutas encaminharam pedido entre março e abril deste ano.

Havia 47 pessoas na manifestação, segundo contagem do UOL às 12h20. Bandeiras do Brasil e camisetas a favor de Jair Bolsonaro deram o tom do ato, assim como a frase “Supremo é o povo”, que apareceu em discursos, cartazes e camisetas.

O ato foi dividido em duas partes: uma no período da manhã, uma pausa de meia hora no almoço e continuidade à tarde. Está prevista a exibição de uma retrospectiva sobre Bolsonaro em um telão.

Ato tem como pauta o apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro à presidência e anistia para os condenados pelo 8 de janeiro de 2023. “Isso é grave, [condenados pela tentativa de golpe] foram confundidos com terroristas. São presos políticos injustamente”, disse uma mulher ao microfone, que não se apresentou.

Eles [da esquerda] que não trabalham. Dia do trabalhador é da direita. Somos nós que carregamos o Brasil nas costas.
– Manifestante em carro de som

Homem vestido de Tio Sam segurava uma bandeira com os dizeres “Viva a América”. Outra mulher estava vestida como Justiça, com os olhos vendados e segurando a Constituição.

Discursos foram marcados por tom religioso. Entraram na pauta aborto, Deus e Jorge Messias, evangélico, apontado por Lula para ocupar uma vaga no STF, mas rejeitado pelo Senado.

Mulher que passou pelo ato gritou “sem anistia” e foi xingada de “vagabunda igual a Janja”. Érica Borges, 19 anos, ouviu dos manifestantes que não deveria estar ali.

Outra mulher provocou os manifestantes com um gesto e foi agredida. Foi empurrada com força e caiu no chão, como testemunhado pela reportagem. A PM escoltou a mulher para longe do grupo.

 

 

UOL

 

 

 

Artigos relacionados

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Botão Voltar ao topo