Política

O STF é a nova arena da carnificina política do Judiciário

A sessão do plenário promete ser mais tenso do que parece, cujos desdobramentos vão influenciar diretamente nas eleições deste ano

O ministro Edson Fachin mantém a realização da sessão plenária para esta terça-feira (15) para decidir exclusivamente sobre o relatório da Polícia Federal (PF) que aponta mais de 50 mensagens do ex-banqueiro Daniel Vorcaro ao ministro Alexandre de Moraes. Segundo informações veiculadas na imprensa, Fachin avalia antecipar seu voto favorável ou não pela abertura de investigação Moraes (decisão ad referendum, quando o juiz toma uma decisão ainda a ser confirmada posteriormente pelo colegiado).

Apesar disto, Fachin negou o pedido feito pelo ministro Alexandre de Moraes para que o plenário da Corte tomasse decisão conjunta sobre abrir ou não investigações contra ele e o ministro André Mendonça. No mesmo despacho, Fachin marcou para 23 de setembro uma sessão para analisar questionamentos sobre a condução de Mendonça nos casos Master e INSS — dados reunidos em um relatório de inteligência da Polícia Federal enviado ao Supremo a pedido de Moraes.

Esta situação expõe a terrível crise de credibilidade, confiabilidade e moralidade da Suprema Corte perante a opinião pública. Além disso, o contexto mostra a fragilidade da harmonia dos três Poderes da república, que cada vez mais caminha para o colapso institucional.

O Brasil enfrenta um dos piores cenários políticos dos últimos 20 anos, e tudo por causa da nossa Suprema Corte nacional. Pela primeira vez na história do país nosso Poder Judiciário é tão mal quisto e avaliado pela população. Logo o Judiciário, que deveria ser nosso maior e absoluto baluarte de confiança constitucional e credibilidade das virtudes democráticas, tem-se comportado como inimigo público da ordem nacional. Grande parcela da população enxerga o STF como marionete das subjetividades de alguns ministros, cujas mentalidades e princípios estão viciadas ideologicamente.

Fato é que Alexandre de Moraes é a grande vergonha nacional que macula a imagem do STF e, sobretudo, do Poder Judiciário brasileiro. Suas lascívias relações com Daniel Vorcaro demonstram claramente que seus auspícios como ministro da Suprema Corte estavam servindo de suporte jurídico para um banqueiro corrupto e criminoso. Uma conduta no mínimo moralmente desprezível para um ministro da mais alta Corte judicial do país, o que fortalece ainda mais sua saída do STF para o bem da moralidade… e da justiça.

Moraes vai usar de sua contumaz estratégia de inverter o jogo se colocando como “vítima” de uma “perseguição injusta”, atacando a conduta do ministro André Mendonça como relator do caso Master, mendigando apoio daquela ala da imprensa que sempre aplaudiu suas traquinagens jurídicas absurdas. Com isso vai querer transformar a sessão do plenário numa arena de combate para promover sua carnificina particular contra seus adversários.

Não sabemos como será a sessão do plenário da Corte nesta terça-feira (15), mas é fato que Alexandre de Moraes será o grande centro das discussões, seja para o bem ou para o mal. A Esquerda poderá entregar sua cabeça para a guilhotina pública para salvar a imagem do Lulismo nestas eleições ou Moraes não aceitará ser bode expiatório e cairá atirando.

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