Polícia

PF faz operação e bloqueia R$ 670 milhões de banco de Edir Macedo

A Polícia Federal faz na manhã de hoje (23) uma operação que mira suspeitas de fraude na gestão do Banco Digimais, controlado pelo bispo Edir Macedo, fundador da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD)

Mais de 50 policiais cumprem nove mandados de busca e apreensão autorizados pela Justiça Federal em São Paulo. A ação foi batizada de Operação Miragem.

A decisão judicial também autorizou a quebra dos sigilos bancário e fiscal dos investigados. A medida inclui sequestro e bloqueio de bens e valores de até R$ 670.348.945,70.

Edir Macedo é citado como um dos investigados por ser proprietário do banco.

A investigação mira uma esquema de crimes contra o Sistema Financeiro Nacional que envolvem fraudes contábeis e financeiras no âmbito da gestão do Banco, envolvendo indícios de gestão fraudulenta, inserção de dados falsos em demonstrativos contábeis, indução de investidores e órgãos de controle a erro e operação de crédito vedada com controlador.

De acordo com a apuração da PF, o banco ligado a Edir Macedo adotou práticas voltadas a inflar artificialmente seu patrimônio.

Isso se deu, aponta a PF, por meio da superavaliação de ativos, manutenção de valores sem lastro econômico adequado em seus balanços e operações internas com empresas e fundos ligados à estrutura financeira investigada.

Com essas manobras, o banco tentava ocultar a real situação econômico-financeira para viabilizar novas captações junto ao mercado.

Uma das suspeitas nas manobras para inflar o patrimônio é de registro de ativos de valor pequeno por milhões de reais.

A investigação tem como o alvo o banco em si, sua controladora, fundos de investimento, securitizadora, gestora, corretora e pessoas físicas ligadas à administração ou à estruturação das operações.

 

 

 

UOL

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