Polícia

PF mira três entidades em nova fase de operação sobre fraudes no INSS

A Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União realizam hoje uma nova fase da operação Sem Desconto, que investiga descontos indevidos de aposentados e pensionistas do INSS.

Pessoas ligadas a três entidades são alvos de medidas expedidas pelo STF (Supremo Tribunal Federal). As entidades investigadas nesta fase são: Amar/Masterprev, Abapen e Unibap.

Ao todo, são cumpridos 31 mandados de busca e apreensão, oito cautelares de monitoramento eletrônico e outras medidas constritivas em Pernambuco, São Paulo, Paraíba e no Distrito Federal.

“A ação desta data tem como finalidade aprofundar as investigações que visam esclarecer a prática de diversos crimes contra a administração pública, tais como constituição de organização criminosa, estelionato previdenciário e atos de ocultação e dilapidação patrimonial”, diz a PF.

Novo delegado
Essa é a primeira fase da Sem Desconto após a troca do delegado responsável pela coordenação do caso.

A mudança gerou mal-estar com o gabinete do ministro do STF André Mendonça, relator do caso.

Como mostrou a colunista do UOL Carla Araújo, Mendonça tem monitorado possível pressão sobre investigadores do caso devido a uma das frentes da operação mirar o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula.

Iniciada em 2025, a operação Sem Desconto avança nos últimos meses em negociações de acordo de colaboração premiada.

Uma delas, do empresário Maurício Camisotti, chegou a ser enviada pela PF para homologação, mas foi devolvida após manifestação contrária da PGR (Procuradoria-Geral da República).

Também negociam um acordo Virgílio Antônio Filho, ex-Procurador-Geral do INSS, e o ex-diretor do INSS André Fidelis.

 

UOL

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