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Zema critica Flávio Bolsonaro: ‘Ouvir você cobrando dinheiro do Vorcaro é imperdoável’

Mensagens e áudio revelados pelo site Intercept mostram senador pedindo dinheiro ao dono do Banco Master para bancar filme sobre o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Flávio confirma pedido, mas nega irregularidades.

O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato à Presidência da República pelo Novo, criticou nesta quarta-feira (13) o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) após a divulgação de mensagens e de um áudio em que ele cobra dinheiro de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para bancar o filme “Dark Horse”, sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

“Flávio Bolsonaro, ouvir você cobrando dinheiro do Vorcaro é imperdoável. É um tapa na cara dos brasileiros de bem. Não adianta nada criticar as práticas de Lula e do PT e fazer a mesma coisa”, declarou o político.

O ex-governador mineiro também afirmou que “é preciso ter credibilidade para mudar o Brasil”.

Até então, Flávio Bolsonaro e Romeu Zema mantinham relação de proximidade política e vinham sendo apontados como possíveis aliados para a eleição presidencial. Em abril, um vídeo publicado nas redes sociais mostra, em tom descontraído, o ex-governador sugerindo que o senador fosse seu vice em uma eventual chapa para a disputa pelo Palácio do Planalto.

Pagamento de R$ 61 milhões

 

Segundo reportagem publicada pelo Intercept Brasil, documentos e mensagens indicam que pelo menos US$ 10,6 milhões — cerca de R$ 61 milhões — teriam sido pagos entre fevereiro e maio de 2025 para financiar o projeto cinematográfico ligado à família Bolsonaro.

Segundo ele, a conversa tratou de “patrocínio privado para um filme privado”. O senador defendeu a instalação de uma CPI do Banco Master no Congresso para, nas palavras dele, “separar os inocentes dos bandidos”.

Repercussão entre políticos

 

Aliados do bolsonarismo saíram em defesa de Flávio nas redes sociais, enquanto opositores usaram o episódio para tentar colar o escândalo do Master à família Bolsonaro.

Renan Santos, pré-candidato à Presidência pelo partido Missão, afirmou que as denúncias envolvendo o senador Flávio Bolsonaro eram “óbvias” para quem acompanha o noticiário político dos últimos anos. Renan associou o parlamentar a diferentes investigações e disse que “onde há escândalo de corrupção, há Flávio Bolsonaro”.

Santos também citou o ex-governador de MG ao afirmar que “sobrou eu, sobrou o Zema”, mas disse que o político do Novo ainda teria de explicar supostos vínculos indiretos com a família Vorcaro.

Em coletiva de imprensa em São Paulo, o governador Tarcísio de Freitas se recusou a comentar o caso. “Não, eu não vou tratar desse assunto aqui hoje. Isso não é pauta”, respondeu ao ser questionado sobre o vazamento do áudio de Flávio Bolsonaro.

Na ocasião, o governador participava de uma agenda no Jaguaré, na Zona Oeste de São Paulo, onde uma explosão atingiu 46 imóveis na segunda-feira (11).

G1 Globo

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