Flávio Bolsonaro pede voto de eleitores de Caiado, Zema e Renan no 1º turno
O candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL) fez um apelo ao voto útil ainda no primeiro turno, pedindo o apoio dos eleitores de Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão).

“Tenho certeza de que todo mundo que está escolhendo esses candidatos, Zema, Caiado, Renan, não aguenta mais o PT. O Brasil não suporta mais quatro anos do PT. Então, peço a todos que considerem, já no primeiro turno, votar na mudança de verdade”, disse a jornalistas, após participar hoje de um encontro com empresários na Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo).
O candidato do PL falou durante 30 minutos a uma plateia de cerca de cem empresários na sede da entidade, na avenida Paulista, prometendo responsabilidade fiscal. Ele foi interrompido por aplausos quando disse que o Lula causa mais mal ao país do que a pandemia, ao criticar o endividamento do Estado e dos brasileiros.
“Tem mais gente endividada e enfrentando dificuldades hoje do que durante a pandemia. É um governo gastador”, criticou. “E, para gastar mais, aumenta a arrecadação e aumenta a carga tributária. Ninguém aguenta mais pagar imposto”, afirmou.
Ao pregar um governo comprometido com responsabilidade fiscal, Flávio Bolsonaro prometeu cortar despesas do governo, sem detalhar onde.
A esperança que quero devolver é a de que o Brasil vire essa chave e consiga reduzir impostos.
“Primeiro, vou arrumar as contas do governo. Há muitos lugares em que podemos cortar despesas. Também existem novas fontes de receita capazes de permitir que as despesas voltem a caber dentro das receitas”, discursou.
“Vamos fazer um governo com responsabilidade fiscal. Com isso, a taxa de juros começará a cair no longo prazo. Vou devolver credibilidade ao país e previsibilidade para quem quer investir. As famílias começarão a ter condições de pagar suas dívidas, porque o custo dessas dívidas também começará a cair”.
A “simpatia” da Fiesp
O presidente da Fiesp, Paulo Skaf, disse que Flávio apresenta os mesmos valores da entidade patronal, como a defesa de um estado menor e uma agenda de competitividade.
Quando indagado por jornalistas, o presidente da entidade, entretanto, evitou declarar voto no senador afirmando que a Fiesp é apartidária.
“A Fiesp tem uma visão de mercado liberal, de economia liberal. Nós defendemos menor Estado, defendemos mais agilidade, mais competitividade, juros menores, responsabilidade fiscal”, disse Skaf.
Segundo ele, ao defender esses princípios, Flávio Bolsonaro tem a “nossa simpatia”.
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