Jaques Wagner é alvo de operação da PF e reforça que a corrupção do Master começou com o PT baiano
O atual líder do governo Lula no Senado é alvo de busca e apreensão da Polícia Federal que o envolve diretamente com o escândalo de corrupção do Banco Master

A Polícia Federal deflagrou hoje a 9ª fase da operação Compliance Zero, na qual cumprem mandados de busca e apreensão contra o empresário Augusto Ferreira Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro, e contra o senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo Lula no Senado. A operação cumpriu mandados na Bahia, São Paulo e no Distrito Federal. Ao todo foram cerca de 18 mandados expedidos pelo Supremo Tribunal Federal.
Segundo a Polícia Federal, mensagens entre Augusto Ferreira Lima e o senador Jaques Wagner atestam uma relação bem próxima de ambos: “Você mais do que ninguém sabe da minha história e faz parte disso!!”, escreveu Augusto Lima no dia 29 de março de 2025 em que conversava com Jaques Wagner sobre tratativas da venda do Banco Master para o BRB (Banco Regional de Brasília). Tal mensagem compõe a decisão do STF, na figura do ministro André Mendonça, que autorizou a operação de hoje que embasou a ação contra o senador.
As investigações apuram também sobre pagamento de propina feitas por Lima a Wagner, como um apartamento de cerca de R$ 2,4 milhões em Salvador (BA), ingressos para apresentações de uma cantora internacional em Los Angeles (EUA), além de atuação política de Wagner para favorecer pautas de interesse do Banco Master. Na operação foram encontrados alguns milhares de dólares e euros em espécie nos endereços ligados ao líder do governo Lula no Senado em Brasília e na Bahia. Wagner justifica afirmando que o dinheiro tem origem declarada, estavam armazenados em envelopes com o timbre do Senado e que constam no Portal da Transparência do Senado como diárias de 27 viagens internacionais que fez entre 2019 e 2026, cujos valores chegam a R$ 338,7 mil (US$ 66.830,07).
Fato é que logo quando saiu nos noticiários esta operação da Polícia Federal a rede de proteção política do governo Lula saiu cambaleante para defender Wagner e, pra variar, distorcer os fatos para culpar o bolsonarismo pelos escândalos do Master e do INSS, repetindo os mesmos chavões de sempre.
Um exemplo é o Randolfe Rodrigues, que disse “não há um áudio do senador Jaques Wagner. Não há um diálogo com o senhor Vorcaro”, fazendo uma alusão belicosa contra Flávio Bolsonaro, evidentemente. É natural que a trupe petista e aliados ideológicos montem uma força-tarefa para defesa de seus correligionários envolvidos nos mais vergonhosos escândalos de corrupção. Percebe-se que a mesma lógica usada para acusar seus adversários de corruptos, e de forma conclusiva, é a mesma que serve para si e seus camaradas. Daí quando confrontados com esta lógica mudam logo de assunto ou apelam para as mais pitorescas imbecilidades sofismáticas para desviar o foco, como justificativas do absurdo.
No entanto, mesmo sendo tão veementes em inocentar os seus camaradas, não tem a mesma iniciativa para apurar os fatos através dos mecanismos parlamentares legais, ou seja, nenhum dos parlamentares da base do governo Lula assinaram a abertura de CPI do Master. Vale lembrar que toda a bancada governista lulista comemorou o fim da CPMI do INSS depois da rejeição do relatório final que pedia o indiciamento de mais de 200 pessoas, dentre as quais estava Fábio Luís Lula da Silva (Lulinha), filho do presidente Lula.
Nos bastidores de Brasília se fala em saída de Jaques Wagner como líder do governo para se defender, o que seria mais sensato, ainda mais em ano eleitoral. Já outros afirmam que isso seria uma espécie de reconhecimento de culpa, o que viria a piorar ainda mais a imagem do governo. Fato é que toda esta operação da PF e suas investigações apontam para algo que parece conclusivo: o caso do Banco Master tem de fato sua origem no PT da Bahia.



